Acusados de matar turista confundido com membro de facção vão a júri popular

Dois homens acusados de torturar e assassinar um turista paulista em setembro de 2017, na região norte da Ilha, vão enfrentar o júri popular em Florianópolis, no dia 29 deste mês, na sessão inaugural da Vara do Tribunal do Júri da comarca da Capital em 2019. A vítima, de 30 anos, residia e trabalhava em São Paulo, como promotor de vendas, e aproveitava o feriadão da Independência com uma amiga, hospedados em um hotel de Canasvieiras. As informações são do TJSC. 

Jadson Andrade foi morto no dia 10 de setembro - Reprodução/Facebook/ND
Jadson Andrade foi morto no dia 10 de setembro de 2017 – Reprodução/Facebook/ND

Segundo investigações policiais, ele teria sido confundido como integrante de uma facção criminosa do sudeste do país, oponente àquela integrada por seus algozes, responsáveis pela exploração do tráfico de drogas no norte da Capital. Segundo a denúncia, os dois réus, auxiliados ainda por dois menores, abordaram o turista e o forçaram a entrar em um veículo. Sempre sob a ameaça de armas e constantemente agredida, a vítima foi conduzida até a estrada geral do Moçambique.

O objetivo dos agressores era obter sua confissão sobre a participação na facção rival. Sem êxito neste propósito, os homens mataram o rapaz com disparos de armas de fogo. A execução foi gravada em celular e posteriormente enviada para parceiros pela rede Whatsapp. Os acusados vão responder por homicídio triplamente qualificado, participação em organização criminosa e corrupção de menores. A juíza Gabriela Sailon de Souza Benedet presidirá a sessão do Tribunal do Júri.

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