Adolescente morre vítima de meningite no Vale do Itajaí

Atualizado

Um jovem de 17 anos morreu na madrugada de quarta-feira (31), em Brusque, no Vale do Itajaí, vítima de meningite. Ele permanecia internado desde o último domingo (28). A vigilância epidemiológica informou que soube do caso na terça-feira (30) pela manhã e, de imediato, iniciou as medidas preventivas, conforme o protocolo do Ministério da Saúde.

Meningite afeta as membranas que envolvem o cérebro – Dive-SC/Reprodução/ND

A secretaria de Saúde de Brusque, por meio do Dive-SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina), registrou dois novos casos de meningite bacteriana nos últimos dias. Ao todo, quatro casos já foram notificados este ano, número abaixo da média se comparado com 2018, quando a cidade registrou 12 ocorrências da doença.

Segundo a secretaria, o quadro não apresenta nenhum risco de epidemia ou surto da doença, “pois todos os pacientes não possuíam ligações diretas e moravam em bairros distantes”.

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A quimioprofilaxia é uma ação que consiste no uso de antibióticos em pessoas que tiveram contato direto com paciente (como familiares, colegas de trabalho e escola) visando interromper possíveis correntes de transmissão. O mesmo procedimento foi adotado quando houve a notificação de outra paciente, esta que segue internada, porém sem risco.

Segundo a enfermeira Natália Cabral de Marchi, o inverno é mais propício para o aparecimento da doença, que nesta época do ano tem seu subtipo mais voltado à bacteriana. No verão, é mais comum o aparecimento da meningite viral.

Em ambos os casos, a orientação é procurar atendimento médico, pois os sintomas são muito parecidos com uma gripe. “O que estamos registrando não é surto, nem epidemia, os casos estão dentro de uma estatística e basta analisar os dados do ano passado para entender o ciclo da doença”, completa a enfermeira.

Vacinas

Desde 2010 o SUS (Sistema Único de Saúde) passou a oferecer a vacina Meningococo C, voltada para as crianças, onde são ministradas doses aos três e cinco meses, além de um reforço com um ano de idade. Já em 2017, os adolescentes entre 11 e 14 anos também passaram a receber a dose.

Já a vacina Pentavalente, que é ministrada com dois, quatro e seis meses, possui em um dos compostos a proteção contra um tipo de meningite. Há ainda a vacina Pneumocócica 10-Valente. Neste caso, as crianças recebem doses com dois, quatro e seis meses e, um reforço com um ano de idade.

“Se formos analisar as pessoas que contraíram a doença, podemos perceber que foram aqueles que não estavam contemplados no cronograma da imunização e isso reforça a importância da imunização”, analisa Marchi.

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