Adolescente que matou haitiano é liberado por falta de vagas no Casep de Itajaí

Promotor de Justiça que pediu a contenção do garoto está indignado com o descaso do Estado que nunca tem vaga para abrigar adolescente infrator

O Ministério Público de Navegantes, pediu a contenção do adolescente de 17 anos, que confessou ter matado a facadas o haitiano Fetiere Sterlin, 33 anos, no sábado (17), em Navegantes no Litoral Norte, mas o pedido foi negado por falta de vagas no Casep (Centro de Atendimento Educativo de Itajaí).  O promotor de Justiça, André Braga de Araújo está indignado com o descaso do Estado, que não atende o pedido de internação para adolescentes infratores cumprirem medidas socioeducativas.

Divulgação/ND

Fetiere Sterlin foi morto a facadas no sábado

Em Navegantes, não existe um local adequado para abrigar adolescentes infratores. Eles são encaminhados para o Case de Itajaí que nunca tem vaga. “Isto não é a primeira vez que acontece. O Ministério Pública e a Justiça ficam de mão atadas por falta de local onde os adolescentes infratores possam cumprir medidas socioeducativas”, reclamou o promotor enquanto aguardava para ouvir mais três menores de 14, 15 e 16 anos, envolvidos no homicídio.

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O promotor contou que o adolescente de 17 anos alegou crime passional.  Na versão do garoto, o  estrangeiro teria mexido com a namorada dele.  No primeiro momento, ainda de acordo com o garoto, houve luta corporal. Mas o menor levou desvantagem porque o haitiano estava com um grupo de estrangeiros.  Então, o adolescente retornou com  quatro amigos – três menores e um maior de idade – que passaram a agredir o haitiano. O maior de idade, Cleveton de Oliveira, foi preso quarta-feira à noite, por ordem judicial.  O promotor voltou a afirmar que vai pedir a contenção dos adolescentes.

Cleuton, com passagens por tráfico de drogas e posse de armas, nega o crime. Ele está no  Complexo Penitenciário da Canhanduba, em Itajaí. O delegado Rodrigo Coronha, que ouviu os envolvidos e a testemunhas, inclusive a mulher do haitiano, Vanessa Nery Pantoja, contou com base nos depoimentos,  de que os  jovens teriam proferido insultos preconceituosos contra a vítima antes de atacá-la.  “Os depoimentos  dos suspeitos diferem dos relatos dos amigos da vítima, por isso devemos reinquirir testemunhas e acusados”, comentou o delegado. 

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