Água da Lagoa do Peri, em Florianópolis, pode estar contaminada, diz laboratório da UFSC

Atualizado

A redução do volume de água da Lagoa do Peri e ocorrência de peixes
mortos junto a faixa litorânea acenderam o alerta de pesquisadores do  Laboratório de Ficologia da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

A recomendação é que a população evite o contato com as águas e sedimentos da Lagoa do Peri – Foto: Daniel Queiroz/ND

No quinta-feira (10), em uma visita técnica à Lagoa do Peri foi constatado esses problemas, que podem ser acarretados por falta de oxigênio na água (anoxia) devido à severa redução de volume de água na lagoa ou pela possibilidade de intoxicação por floração de algas nocivas.

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Considerando que a possibilidade de intoxicação é a mais provável, os pesquisadores divulgaram nesta sexta (11), nota ao público, recomendando que a população evite o contato com as águas e sedimentos da Lagoa do Peri.

Em coletas de água, plâncton e sedimentos litorâneos da lagoa no dia 10 de outubro, foi verificada a presença e altas concentrações de três cianobactérias tóxicas, ou “algas azuis”: Cylindrospermopsis raciborskii, Limnothrix sp. e Microcystis sp. As duas primeiras espécies são produtoras de saxitoxina – uma toxina que causa paralisia e pode levar a morte animais e pessoas por ingestão.

Risco à fauna e para os seres humanos

A terceira espécie é produtora de microcistina, uma toxina hepatotóxica. A primeira espécie está em maior concentração, dominando as amostras.

“Essas cianobactérias são comuns na lagoa do Peri e representam risco constante de intoxicação para a fauna e para seres humanos. Porém, a concentração verificada neste dia 10 é bem maior do que as concentrações normalmente verificadas em estudos anteriores”, diz a nota técnica dos pesquisadores.

A concentração, segundo a nota, pode ser relacionada à redução de volume da lagoa e das altas concentrações na água (plâncton), e deposição dessas cianobactérias na faixa de praia, chegando a gerar alteração de cor na areia.

A recomendação é evitar o contato com a água, tanto de pessoas, como animais.

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