Alívio e frustração marcam julgamento de homem que atropelou e matou ciclista na SC-401

Atualizado

Alívio e frustração foram os sentimentos compartilhados pelas famílias envolvidas no julgamento do motorista Gustavo Raupp Schardosim encerrado às 20h15min no Tribunal do Júri. A tese da promotoria, de dolo eventual, acabou prevalecendo no julgamento, mas o fato do réu ter o direito de recorrer em liberdade frustrou a expectativa de quem esperava vê-lo atrás das grades.

Esse foi o sentimento do pai de Róger Bitencourt, Paulo, que acompanhou todo o julgamento, ao lado da esposa Eli, e do filho Luciano. “Estou frustrado, pois esse cara vai passar o dia em casa e, se duvidar, ainda vai dirigir. Eu chego à conclusão que o Brasil está longe de perder o título de campeão mundial de acidentes”, declarou.

Para o promotor Afonso Ghizzo Neto, o resultado tem dois lados. “A primeira avaliação é triste, pois não existe resultado que possa trazer a vítima de volta. Por outro lado, as pessoas tem que saber que se dirigir, usar drogas e matar alguém é dolo, existem vidas. Que sirva de  exemplo”, afirmou, lembrando que a votação do Conselho Sentença teve unanimidade em quase todos os quesitos.

O advogado de defesa Alexandre Neuber também revelou frustração com o resultado. “A tese defensiva tinha amparo legal, continuamos entendendo que era homicídio culposo e no máximo lesão corporal e não tentativa de homicídio. Mas decisão se respeita, pois foi a sociedade que decidiu”, afirmou Neuber, que agora vai analisar a possibilidade de recurso da sentença anunciada pelo juiz Renato Mastella.  

Jornalismo

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Alívio e frustração marcam julgamento de homem que atropelou e matou ciclista na SC-401

Alívio e frustração foram os sentimentos compartilhados pelas famílias envolvidas no julgamento do motorista Gustavo Raupp Schardosim encerrado às 20h15min no Tribunal do Júri. A tese da promotoria, de dolo eventual, acabou prevalecendo no julgamento, mas o fato do réu ter o direito de recorrer em liberdade frustrou a expectativa de quem esperava vê-lo atrás das grades.

Familiares de Róger ficaram frustrados após julgamento - Marco Santiago/ND
Familiares de Róger ficaram frustrados após julgamento – Marco Santiago/ND

Esse foi o sentimento do pai de Róger Bitencourt, Paulo, que acompanhou todo o julgamento, ao lado da esposa Eli, e do filho Luciano. “Estou frustrado, pois esse cara vai passar o dia em casa e, se duvidar, ainda vai dirigir. Eu chego à conclusão que o Brasil está longe de perder o título de campeão mundial de acidentes”, declarou.

Para o promotor Afonso Ghizzo Neto, o resultado tem dois lados. “A primeira avaliação é triste, pois não existe resultado que possa trazer a vítima de volta. Por outro lado, as pessoas tem que saber que se dirigir, usar drogas e matar alguém é dolo, existem vidas. Que sirva de  exemplo”, afirmou, lembrando que a votação do Conselho Sentença teve unanimidade em quase todos os quesitos.

O advogado de defesa Alexandre Neuber também revelou frustração com o resultado. “A tese defensiva tinha amparo legal, continuamos entendendo que era homicídio culposo e no máximo lesão corporal e não tentativa de homicídio. Mas decisão se respeita, pois foi a sociedade que decidiu”, afirmou Neuber, que agora vai analisar a possibilidade de recurso da sentença anunciada pelo juiz Renato Mastella.  

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