AME Jonatas: Ministério Público irá analisar documentos apresentados pelos pais

Atualizado

O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) irá analisar os laudos e documentos apresentados por Renato Henrique Openkoski e Aline da Cunha Souza Openkoski, pais do menino Jonatas, para a prestação de contas sobre o destino dos valores arrecadados com a campanha para o tratamento da criança.

Pais não devolveram o valor para a conta judicial da campanha – Reprodução RICTV

Tudo foi entregue dentro do prazo, que terminou no dia 16 de agosto. Após a análise, será definido se a 1ª Vara Cível de Araquari aceita a prestação de contas no valor de aproximadamente R$ 16 mil, liberados em abril para tratamento médico da criança.

Caso os documentos não comprovem os gastos, os pais terão que devolver o dinheiro para a conta judicial da campanha. Eles são suspeitos de usar a quantia para compra de itens pessoais.

Recentemente, a Justiça proibiu que Renato e Aline recebam doações em contas que não sejam voltadas ao tratamento da criança. O ND+ procurou a defesa do casal, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem.

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Relembre o caso

Jonatas foi diagnosticado com AME (Atrofia Muscular Espinhal) em março de 2017. O tratamento é feito com medicamento importado dos Estados Unidos, no valor total de R$ 3 milhões.

Como não tinham condições de arcar com as despesas, os pais fizeram a campanha e o caso teve repercussão nacional.

Em maio de 2017, o casal anunciou nas redes sociais que havia conseguido o valor, mas continuaria a arrecadação para poder cobrir gastos com os equipamentos que mantinham o menino vivo em casa.

Segundo o MPSC, Renato e Aline são acusados de se apropriarem de mais de R$ 200 mil das arrecadações.

Com o dinheiro, eles teriam comprado celulares, um faqueiro, roupas, sapatos e joias. Além disso, teriam adquirido um carro no valor de R$ 140 mil e pago uma viagem para Fernando de Noronha, que custou R$ 7.883,12

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