Amigos e familiares de Gabriella pedem “justiça” pela morte dela em Joinville

Atualizado

“Justiça pela Gabi”, “quem ama não mata” são algumas das mensagens registradas nos cartazes expostos por familiares e amigos da jovem Gabriella Custódio da Silva, 20 anos, em manifestação que ocorreu na manhã deste domingo (4), na Praça da Bandeira, no Centro de Joinville.

Parentes e amigos pedem justiça pela morte de Gabriella – Juliano/RICTV/ND

A vítima foi morta com um tiro dentro da casa dos sogros em 23 de julho. O companheiro dela, Leonardo Natan Chaves Martins, 21, admitiu ter efetuado o disparo, mas alegou ter sido acidental.

Com a foto de Gabriella estampada em camisetas brancas, os manifestantes esperam que a investigação aponte os detalhes da morte e tenha efeito de prisão.

Abalada com a morte, a irmã, Andreza Custódio da Silva, fez um apelo pelas redes sociais e convocou a população do município para se unir à passeata.

Manifestação ocorreu na manhã deste domingo (4) – Juliano/RICTV/ND

Leonardo Natan alegou que o tiro teria ocorrido no momento em que ele mostrava a arma para Gabriella. Martins levou o corpo da jovem até o hospital no porta-malas do carro.

Após deixar a jovem em uma maca dentro da unidade, o rapaz fugiu e jogou a pistola no rio. Ele se apresentou à polícia quando já havia finalizado o prazo do flagrante – o que impossibilitou a prisão naquele momento.

Gabriella foi morta dentro de casa com um tiro – Juliano/RICTV/ND

A família de Gabriella, que mora em Penha, no Litoral Norte, suspeita que a jovem estivesse vivendo um relacionamento abusivo, uma vez que se afastou dos parentes e amigos após ter ido morar com o companheiro, há cerca de três meses. O fato de ela largar o emprego também causou estranhamento.

A principal linha de investigação da polícia é feminicídio (morte em contexto de violência doméstica ou pela condição de gênero). O delegado Elieser José Bertinotti aguarda o resultado da perícia e o laudo cadavérico para dar andamento ao inquérito.

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