Amor não correspondido pode ter motivado ataque em escola de Minas Gerais

Um “amor não correspondido” teria motivado o ataque do adolescente de 17 anos em uma escola em Minas Gerais, na manhã desta quinta-feira (7). As informações são do repórter Pablo Nascimento, do Portal R7.

Ataque ocorreu na Escola Estadual Orlando Tavares, no município de Caraí – Foto: ataque-escola-carai-07112019122010114

A informação foi repassada pela Polícia Militar. O garoto invadiu a Escola Estadual Orlando Tavares, onde também estuda, e abriu fogo contra estudantes. A unidade de educação fica em Ponto Marambaia, na zona rural de Caraí, a 540 km de Belo Horizonte.

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De acordo com o tenente-coronel Fábio Marinho, o suspeito do crime confessou aos policiais que fez o ataque em “retaliação a duas alunas” da escola.

Estudantes relataram aos militares que o garoto queria se relacionar com duas jovens, uma do primeiro ano do ensino médio e outra do segundo. Contudo, a intenção não teria sido correspondida.

Marinho conta que os jovens ficaram surpresos com o ataque, tendo em vista o histórico do adolescente que confessou o crime.

“Os alunos relataram que ele [o suspeito do crime] tinha boa conduta e nunca teve problema disciplinar. Aparentemente, ele era um bom aluno”, disse o militar.

O ataque

O tenente-coronel detalhou que o adolescente pulou o muro da escola, por volta das 8h, e seguiu em direção a uma turma do primeiro ano do ensino médio. Ele carregava uma garrucha, um facão e uma pistola falsa.

Ao perceber o ataque, uma professora e um estudante teriam tentado impedir o jovem de entrar na sala de aula.

“Eles fecharam a porta da sala, mas o suspeito atirou com a garrucha e o tiro transfixou a porta, acertando dois estudantes que estavam lá dentro”, disse Marinho.

Dois estudantes de 16 anos foram atingidos – um no pescoço e o outro no braço. As duas vítimas foram levadas para Hospital Nossa Senhora Mãe, na cidade de Padre Paraíso, a 15 km de distância.

De acordo com a unidade de saúde, os feridos foram atendidos imediatamente. Um deles passou por transfusão de sangue e será transferido para um hospital da cidade de Teófilo Otoni. A instituição não comentou o estado de saúde do outro adolescente.

O suspeito do crime foi detido e levado para a delegacia de Novo Cruzeiro, a 76 km de distância, onde será ouvido pela Polícia Civil.

O padrasto do jovem, um idoso de 80 anos que seria o dono da garrucha usada no crime, também foi detido por omissão de cautela.

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