Anvisa esclarece que apenas a venda do Seca Barriga com fabricante específico está proibida

Rosane Lima/ND

Reportagem do ND comprou duas embalagens do Seca Barriga no Centro da Capital

Após o anúncio na terça-feira da proibição da fabricação, distribuição e comercialização do produto Seca Barriga, nesta quarta-feira a Anvisa (Agência Nacional da Vigilância Sanitária) esclareceu que somente o produto cujo rótulo informa falsamente ser fabricado pelo Laboratório Quallys Ltda. está com a venda proibida no país. Os outros produtos semelhantes, também nomeados de Seca Barriga, estão com a venda autorizada. Nesta quarta-feira, a reportagem do ND comprou duas embalagens do Seca Barriga em lojas de produtos naturais no Centro da Capital.

A medida de proibição da venda do Seca Barriga em cápsulas, geralmente composto por uma mistura de farelos (linhaça, chia, farinhas de casca do maracujá e feijão branco), foi publicada terça-feira no Diário Oficial da União. A proibição ocorreu depois que a Vigilância Sanitária de Santa Catarina constatou a inexistência do CNPJ 01.170.992/0001-16 e da inscrição estadual, além do endereço falso do fabricante.

Os responsáveis pelas lojas que revendem o produto semelhante, não o que está proibido, afirmam que não tinham conhecimento da suspensão da venda. “Geralmente quando algum medicamento é suspenso, sabemos pelos clientes ou veículos de comunicação. Em 14 anos de existência do estabelecimento, a Anvisa só nos avisou uma vez”, disse Helyson Roberto Teixeira Araújo, proprietário da loja Equilíbrio, que fica no Centro da Capital.

A assessoria de comunicação da Anvisa informou que os comerciantes têm conhecimento da proibição dos produtos por meio da Vigilância Sanitária do Estado, que faz inspeções nos estabelecimentos. Se o produto proibido continuar sendo vendido, o estabelecimento está sujeito à notificação, e caso a empresa siga comercializando o Seca Barriga, ela pode receber multa de até R$ 1 milhão, além de a loja ser fechada.

Proibida comercialização de antidepressivo 

Resolução da Anvisa, publicada ontem no Diário Oficial da União, suspendeu a distribuição, o comércio e o uso, em todo o território nacional, do lote 572420 (validade 8/2015) do produto CLO 25mg comprimido revestido (cloridrato de clomipramina), fabricado pela empresa EMS Sigma Pharma Ltda. O medicamento é um antidepressivo.

Laudo emitido pelo Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo, apontou resultado insatisfatório nos ensaios de aspectos e descrição da amostra, sendo constatada uma mancha escura na superfície do comprimido. A Anvisa determinou ainda que a empresa promova o recolhimento das unidades existentes no mercado relativas ao lote.

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