Após 75 dias, caso de idoso encontrado no Campeche segue sem resposta

Atualizado

Nesta terça-feira (1º), faz 75 dias que a família do seu Antônio José da Luz Amaral Filho, 83 anos, aguarda uma resposta do Instituto Geral de Perícias sobre a identidade do corpo encontrado no Campeche, em Florianópolis, no dia 18 de julho. .

Embora as vestes da vítima sejam um indicativo considerado pela polícia, só o exame de DNA poderá atestar a suspeita. Desde então, o corpo continua retido no IML (Instituto Médico Legal). O idoso desapareceu no mesmo bairro no dia 1º de junho.

Antônio José da Luz Amaral Filho desapareceu no Campeche – Anderson Coelho/ND

De acordo com o filho do seu Antônio, o Antônio José da Luz Amaral Neto, a família procurou o IGP no dia 9 de setembro e recebeu a informação de que o exame de DNA seria realizado em outubro. Na ocasião, foi feito novo pedido de urgência à Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas.

Umas das justificativas do IGP para a demora foi o problema com a alta demanda de trabalho e o quadro reduzido de peritos.

De acordo com a família, o delegado não pode dar continuidade a investigação do que teria ocorrido sem receber o laudo. No início de setembro, foi informado aos familiares que o teste ainda não havia sido feito por conta da falta de insumos.

Por outro lado, o IGP informou ao ND+ nesta terça-feira, que não é possível estimar a data de realização do exame e a conclusão dos laudos por causa da complexidade do teste. Segundo o órgão estadual, o resultado do exame depende de coletas bem sucedidas, uma vez que o corpo foi encontrado em avançado estado de decomposição. De acordo com o Instituto, os insumos em falta foram adquiridos, no entanto, a assessoria não soube informar quando.

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IGP enfrenta problemas

A reportagem do ND+ publicada no dia 10 de setembro, abordou o déficit na atuação do IGP no Estado. Seja por falta de profissionais ou ausência da independência financeira, a entidade vive há anos o drama do problema de vagas, unidades improvisadas e atrasos nas emissões de laudos.

O diretor-adjunto do IGP, Júlio Freiberger Fernandes, afirmou, na época, que os problemas são muitos, mas enxerga um futuro melhor para a instituição e vê nas nomeações dos novos peritos oficiais uma mudança de chave.

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