Após carreata pelo fim do isolamento, organizador é intimado pela polícia em Florianópolis

Pedro Neves, engenheiro Civil e líder do movimento Direita Santa Catarina, foi intimado a prestar esclarecimentos na Polícia por conta de uma carreata que organizou no último domingo (29) em Florianópolis. A Polícia Militar proibiu o evento, mas o ato ocorreu mesmo assim.

A manifestação ocorreu na Avenida Beira-Mar Norte, no centro da Capital, e pedia o fim do isolamento social, que busca minimizar o contágio pelo novo coronavírus (Covid-19). Cerca de 40 carros fizeram um ‘buzinaço’ durante o ato.

Carreata no último domingo (29), na Beira-Mar Norte, em Florianópolis – Foto: Anderson Coelho/ND

Antes da manifestação ocorrer, a PM e a Guarda Municipal orientaram os organizadores a cancelarem o evento por conta da aglomeração e do decreto do governo do Estado.  

Nas redes sociais, o ato foi cancelado, mas segundo Pedro, isso não impediu as pessoas de irem à manifestação. “Foi cancelada nas redes sociais. Eu não pude participar, pois acabaria como se eu fosse responsabilizado”.

Na tarde desta sexta-feira (3), o empresário deverá ir à delegacia prestar detalhes sobre a organização da manifestação. Segundo a Polícia, outras pessoas serão intimadas.

De acordo com o delegado titular da 1ª DP, Rodolfo Cabral, nesta semana foi instaurado um termo circunstanciado para apurar se os manifestantes descumpriram o artigo 28, que diz respeito a infringir a determinação do poder público que tenta impedir a “introdução ou propagação de doença contagiosa”.

“O fato vai ser apurado. Não sei te dizer se o crime ocorreu sem fazer a instrução do procedimento”, disse o delegado. 

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Buzinaço

O líder do movimento Direita Santa Catarina afirmou também que, além da intimação, alguns veículos que participaram da manifestação foram multados. Conforme Pedro, a justificativa foi por causa da “buzina sem necessidade”.

Durante o ato, os manifestantes dentro dos carros buzinaram para a população dentro dos apartamentos. Eles carregavam bandeiras do Brasil e se vestiram de verde e amarelo.

O grupo defende o fim do isolamento total e pede ao governo de Santa Catarina que adote o ‘isolamento vertical’, em que apenas as pessoas mais vulneráveis (idosos, asmáticos, diabéticos) ficariam em casa. O restante da população voltaria à atividade normal. 

Em coletiva de imprensa na tarde de quarta-feira (1º), o governador Carlos Moisés (PSL) determinou a volta do setor da construção civil no Estado. Para Pedro, esse movimento é parte do que o ato pedia. “Voltar aos poucos é o melhor para a economia e o melhor para todo mundo”, disse.

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