Após corte de ‘gato’, roda-gigante da Beira-mar Norte opera com gerador emergencial

A Roda Gigante da Beira-mar Norte opera com um gerador de energia emergencial desde o meio-dia dessa terça-feira (11), em Florianópolis.

A Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina) desligou o abastecimento da estrutura após a constatação de irregularidades.

Desligamento foi feito após denúncia de vereador – Foto: Reprodução Facebook

Uma equipe da companhia foi ao local ainda na manhã de terça-feira, após uma denúncia feita pelo vereador Afrânio Bopré (PSOL) nas redes sociais.

“A empresa já é bastante beneficiada pela Prefeitura, cobra ingressos que não são baratos, explora propaganda nas cabines, oferece poucas contrapartidas e ainda furta energia pública”, escreveu o vereador. A publicação vinha acompanhada de uma foto da caixa de energia.

Quem paga a conta

Segundo o engenheiro da Celesc Renato Borba Rolim, chefe da Agência Regional de Florianópolis, a companhia ainda não tinha um documento oficializando quem seria a entidade responsável pelo pagamento do consumo.

“Sem o consumo faturado, é como se a energia não tivesse sido consumida”, explica Rolim.

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Para a energia voltar a ser regularizada, a prefeitura de Florianópolis deverá entregar um ofício informando quem será responsável pelo pagamento do consumo.

No documento, deve ser registrada a estimativa de carga de energia que será consumida pela estrutura.

A cobrança por estimativa dispensa o relógio medidor, uma vez que o consumo é pago conforme um valor estimado. O procedimento costuma ser aplicado para eventos realizados na cidade. Além disso, a prefeitura deve ainda realizar mudanças nos conectores de energia da estrutura.

Segundo Luciano Renzetti da Silva, gerente da SQE Luz (empresa responsável pela iluminação pública na cidade), o ofício e as alterações devem ser entregues entre esta quarta (12) e quinta-feira (13).

Uma reunião deve ser realizada ainda nesta quinta-feira, definindo como o pagamento será feito, pela prefeitura ou pela empresa.

A roda-gigante foi inaugurada na sexta-feira (7), conta com 34 metros de altura e 24 gôndolas, e ficará na cidade pelos próximos três meses.

A energia consumida pela estrutura nestes quatro dias será cobrada da prefeitura, informou a Celesc.

Contrapontos

Procurado pela reportagem, o secretário municipal de Cultura, Esporte e Juventude de Florianópolis, Ed Pereira, afirmou que a energia não havia sido cortada.

O secretário reafirmou que não houve “gato”, mas uma “falha de comunicação” entre os responsáveis pela roda-gigante e o Pró-Cidadão municipal. Por isso, o pedido de ligação acabou não sendo protocolado formalmente na Celesc.

André Martins, proprietário da empresa responsável pelo Parque de Diversões Rei do Park, também confirmou “falha” no processo de documentação.

O empresário ressaltou que, por ser um evento, o pagamento de energia por estimativa de consumo é válido. “Não paguei R$ 8 milhões para roubar energia”, afirmou Martins.

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