Após dois dias, bombeiros apagam principais focos de incêndio na Serra do Tabuleiro

Atualizado

Após dois dias de combate intenso às chamas que destruíram pelo menos mil hectares – o equivalente a mil campos de futebol – do Parque da Serra do Tabuleiro, em Palhoça, o Corpo de Bombeiros confirmou que os principais focos do incêndio foram apagados e a situação está sob controle.

No início da manhã desta quinta-feira (12), o helicóptero Arcanjo sobrevoou a área e localizou apenas pequenos focos, predominantemente em áreas já queimadas. Segundo os bombeiros, não há possibilidade de esses focos se alastrarem. Apenas um foco foi identificado em área ainda não queimada, já controlado pela própria tripulação do Arcanjo.

Fiscais do IMA na região perdida pelas chamas, na manhã desta quinta – RICTV/Rperodução/ND

O último grande foco de incêndio foi extinguido por volta das 23h de quarta-feira (11). Para dar conta da extensão das chamas, foi preciso mobilizar mais de 70 bombeiros , de várias cidades do Estado.

Um drone utilizado pelos bombeiros indicou a ausência de grandes focos de incêndio na madrugada desta quinta. “Aparentemente agora não temos possíveis focos de incêndio, mas a situação é de momento”, alertou o major Davi Pereira de Souza, que comanda a operação.

Leia também

Apesar dos bombeiros indicarem que a situação está sobre controle, as equipes seguem monitorando a região. O cuidado maior é com a região sul do parque, tendo em vista a predominância de vento sudoeste e sul na região.

Há previsão de chuva para a tarde desta quinta-feira (12), mas os volumes esperados são muito pequenos. “É uma chuva fraca, entre 5 mm a 7 mm, começando à tarde e indo até o início da noite”, explicou o meteorologista Clóvis Corrêa, da Epagri/Ciram. “Para sexta-feira (13) a previsão é apenas de nebulosidade”, completou.

Indícios de ação criminosa

A suspeita do IMA (Instituto do Meio Ambiente) e do Corpo de Bombeiros é que a origem dos incêndios seja criminosa. Carlos Cassine, coordenador do parque, afirma que o incêndio teve vários focos diferentes, o que é incomum em casos acidentais. A confirmação, no entanto, só ocorrerá após a perícia.

Além disso, a velocidade de avanço do fogo também reforça as suspeitas – foram 6 km em apenas três horas. Cassine informou ainda que há a possibilidade de terem utilizado combustível ou mangueira de fogo para causar o incêndio.

O fogo que castiga desde a manhã desta terça-feira (10) a região do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro em Palhoça, na Grande Florianópolis, avançou ao longo do dia e chegou aos mil hectares de área devastada – Flávio Tin/ND

O capitão da Polícia Militar Ambiental Guilherme Silvy afirmou que moradores da região disseram ter visto pessoas colocando fogo em alguns pontos de mata. Os esforços, no entanto, como garante o major Souza, estão restritos ao combate do fogo.

Geral