Após jejum, pescadores capturam mais de 10 toneladas de tainha em cinco dias em SC

Atualizado

A pesca artesanal da tainha ainda está longe de atingir a expectativa gerada no início da safra, de 2,5 mil toneladas, mas a queda da temperatura parece ter dado uma forcinha aos pescadores nos últimos dias.

Manhã desta terça-feira foi de festa para os pescadores com a captura de 7 toneladas de tainha no Estaleirinho – Elias Gotaski/RICTV

Contabilizando os lanços capturados pela pesca artesanal desde sexta-feira (5), mais de 10 toneladas de tainha vão para as peixarias e mesa dos catarinenses nos próximos dias. O principal destaque ficou por conta do lanço capturado na manhã desta terça-feira (9), na Praia do Estaleirinho, em Itapema. Foram sete toneladas de tainha puxadas pelos pescadores.

Contribuíram também para o número expressivo de mais de 10 toneladas, lanços capturados em Balneário Camboriú, Balneário Barra do Sul, Florianópolis e Laguna.

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O lanço capturado em Laguna, segundo Ivo da Silva, presidente da Fepesc (Federação dos Pescadores do Estado de Santa Catarina), foi o menor e o de Balneário Barra do Sul foi o mais expressivo, com duas toneladas. Em Balneário Camboriú, os pescadores capturaram cerca de 1,8 mil tainhas.

O intenso frio do final de semana trouxe bons ventos também para Florianópolis, mais especificamente para o Norte da Ilha. Cerca de 5,8 mil tainhas foram capturadas na Praia Brava na noite de sábado (6), e 8,5 mil na Praia da Lagoinha na manhã de domingo (7).

De acordo com os números atualizados pela Fepesc nesta terça-feira, 1.057 toneladas de tainha foram capturadas desde o início da safra, em 1º de maio, até o momento. Com uma das safras mais fracas dos últimos anos, a expectativa inicial de capturar 2,5 mil toneladas de tainha foi reduzida para uma expectativa de 1,5 mil toneladas, segundo o presidente da federação.

“A safra não foi muito boa esse ano, se conseguirmos chegar em 1,5 mil toneladas até o fim da safra, em 31 de julho, já podemos ficar felizes”, afirmou Ivo da Silva.

Nova expectativa é para a captura de 1.500 toneladas de tainha – Elias Gotaski/RICTV

Quando questionado se a liberação da pesca industrial poderia favorecer os pescadores artesanais, trazendo os peixes para mais próximo de suas redes, Silva discordou.

“Não ajuda em nada a liberação da pesca industrial. O que pode ajudar é o tempo. Se tiver frio e com vento Sul, os peixes vêm, independente da pesca industrial. Também não atrapalha em nada, o que pode atrapalhar é se invadirem a área proibida, reservada para a pesca artesanal, mas não ajuda e nem atrapalha, o que muda alguma coisa é o tempo”, avaliou.

Faltando menos de um mês para o fim da safra da tainha, a expectativa da Fepesc é que as condições climáticas contribuam para que sejam capturadas  mais 500 toneladas de tainha para atingir a nova meta, ainda que modesta.

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