Após nove dias, greve da PM no Ceará pode acabar nesta quarta-feira

Nesta quarta-feira quarta-feira (26) a paralisação dos policiais militares do Ceará completa nove dias. Embora o movimento seja de parte da PM, três batalhões permanecem fechados. A falta de acordo entre o governo e lideranças policiais na questão salarial deixa a segurança pública em alerta no Estado.

Três batalhões continuam fechados no Ceará – Foto: Reprodução

De acordo com dados oficial, foram registrados 170 assassinatos desde a última quarta-feira (19), quando PMs ocuparam os batalhões e cruzaram os braços. Os números englobam os casos que se enquadram como homicídio doloso/feminicídio, lesão corporal seguida de morte e latrocínio.

Comissão

Nesta quarta-feira, no entanto, uma comissão formada por representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário do Ceará vai buscar diálogo com os policiais. Enquanto isso, o Exército vem cuidando da segurança nas ruas, com quase 3 mil soldados, além de 300 homens da Força Nacional. A Força Armada deve acompanhar a comissão na negociação com os policiais.

De acordo com a Secretaria de Segurança do Ceará, 43 policiais militares estão presos. Desses, 38 se apresentaram espontaneamente e cinco foram conduzidos. Outros cinco, se apresentaram e justificaram suas ausências no trabalho e foram liberados.

Deserção

Os nomes de 61 militares da Polícia Militar do Ceará (PMCE) foram publicados em Boletim do Comando Geral, em razão de deserção especial, quando o militar deixa de apresentar-se na força em que serve, uma infração contida no Código Penal Militar, no artigo 190, que prevê pena de detenção de até três meses.

No total, 230 policiais foram afastados, estão fora da folha de pagamento e podem ser expulsos da corporação.

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