Após oito meses, reforma das pontes está em fase preliminar, segundo vistoria do MPSC

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Vistoria foi realizada na manhã desta quarta-feira e será mensal. Foto: Eduardo Christofoli/ND 

O trabalho de recuperação e reforma das pontes Colombo Salles e Pedro Ivo, em Florianópolis, passou por nova vistoria do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) na manhã desta quarta-feira (13). De acordo com o promotor de Justiça Daniel Paladino, após oito meses de atividades, os trabalhos ainda estão em fase “preliminar”.

O MPSC já havia realizado uma vistoria desde que os trabalhos tiveram início em fevereiro, mas a fiscalização deverá ser mensal, até o término da reforma das duas ligações do continente com a parte insular. “Essa vistoria foi importante, porque contamos com uma presença maior de engenheiros e circulamos por uma área maior. Está numa fase muito preliminar. Temos apenas 15%, mas deu para ver que tem muitos operários trabalhando, o que é alentador”, avaliou.

O promotor também comentou a revelação feita pelo governador Carlos Moisés durante palestra sobre a necessidade de mais dinheiro para a reforma das pontes, além dos R$ 29 milhões que será pagos para a empresa Cejen, vencedora de licitação promovida em 2016. “Eu vejo com alento por um lado, porque realmente serviços importantes foram deixados de lado e não foram contemplados no contrato, como por exemplo, a recuperação das pistas de rolamento, e o trabalho nas fundações que estão submersas”, disse.

Por outro lado, Paladino ressaltou que o novo contrato a ser celebrado pelo governo do Estado poderia ter sido evitado se as gestões anteriores tivessem realizado a manutenção das estruturas. Por esse motivo, Paladino vai cobrar uma ação mais efetiva do governo do Estado, através da Secretaria Estadual de Infraestrutura e Mobilidade, com a elaboração de um cronograma de manutenção. “A gente não tem essa cultura (da manutenção). Não adianta entregar as pontes prontas e recuperadas . Se deixarmos para fazer uma nova manutenção daqui a 430 anos, teremos de novo esse problema”, atesta.

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