Após o Conselho de Segurança da ONU aprovar cessar-fogo, sete pessoas morrem na Síria

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Pelo menos sete pessoas morreram neste domingo (25) na Síria, horas após o Conselho de Segurança da ONU aprovar um cessar-fogo no país. Os bombardeios foram feitos pelas forças leais ao ditador Bashar al-Assad contra os rebeldes de Ghouta Oriental, próximo a Damasco.

Segundo informações do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, há duas crianças entre os mortos. Ao menos 519 civis já foram mortos deste o início dos ataques na região desde o último domingo (18), sendo 217 crianças. Os feridos são mais de 2.400.

Aprovada pelas Nações Unidas, a resolução não estabeleceu uma data para a trégua entrar em vigor. O embaixador russo, Vassily Nebenzia, disse que não era possível esperar um cessar-fogo imediato na região.

Moscou é um dos principais aliados de Assad dentro da guerra civil que assola o país desde 2011.

Ativistas dizem que aviões e helicópteros russos estão sendo usados no bombardeio contra Ghouta Oriental. Cerca de 400 mil pessoas vivem no local, a última área sob controle dos rebeldes nas proximidades da capital.

O governo da Síria diz que tem como alvo apenas terroristas que controlam a região e que não visa a população civil.

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O papa Francisco disse neste domingo que situação em Ghouta é desumana e pediu que todos os lados respeitem a trégua.

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Após ONU aprovar cessar-fogo, sete pessoas morrem na Síria

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Horas após o Conselho de Segurança da ONU aprovar um cessar-fogo na Síria, pelo menos sete pessoas morreram neste domingo (25) nos bombardeios feitos pelas forças leais ao ditador Bashar al-Assad contra o enclave rebelde de Ghouta Oriental, que fica próximo da capital Damasco.

Entre os mortos estavam duas crianças, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos. Desde o início dos ataques contra e região no último domingo (18), 519 civis já foram mortos, sendo 127 crianças, e mais de 2.400 ficaram feridas.

A resolução aprovada pelas Nações Unidas não estabeleceu uma data para a trégua entrar em vigor. Logo após a votação, o embaixador russo, Vassily Nebenzia, disse que não era possível esperar um cessar-fogo imediato.

Ele afirmou ainda que para a trégua funcionar, os rebeldes também precisam interromper as hostilidades.

Moscou é um dos principais aliados de Assad dentro da guerra civil que assola o país desde 2011.

Por isso, a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Emmanuel Macron telefonaram neste domingo para o russo Vladimir Putin e pediram que ele pressione o governo sírio a cumprir a trégua e permitir a entrada de ajuda humanitária na região.

Ativistas dizem que aviões e helicópteros russos estão sendo usados no bombardeio contra Ghouta Oriental, (região formada por uma série de cidades-satélites e fazendas a leste de Damasco), que está sob cerco das forças oficiais desde 2013, quando Assad foi acusado de usar gás sarin em um ataque ao local, matando cerca de 1.300 pessoas —o governo nega o emprego da arma química.

Cerca de 400 mil pessoas vivem no local, a última área sob controle dos rebeldes nas proximidades da capital.

O governo sírio afirma que tem como alvo apenas terroristas que controlam a região e que não visa a população civil.

Neste domingo o Irã, que também apoia Assad, afirmou que a trégua da ONU não inclui a atual ação em Ghouta Oriental. “Partes dos subúrbios de Damasco que estão sob controle de terroristas não são parte do cessar-fogo e as operações de limpeza continuarão lá”, afirmou o general iraniano Mohammad Baqeri.

Em resposta, o papa Francisco disse que situação em Ghouta é desumana e pediu que todos os lados respeitem a trégua.

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