Após reabilitação, 19 pinguins são soltos na Praia do Moçambique, em Florianópolis

Pinguins-de-magalhães voltaram ao habitat natural em soltura realizada na manhã desta segunda-feira

Após reabilitação, 19 pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) voltaram ao habitat natural na manhã desta segunda-feira (15). A soltura ocorreu na Praia do Moçambique, em Florianópolis, depois de período dos animais no CePRAM (Centro de Pesquisa, Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos), sob os cuidados da Associação R3 Animal, através do PMP-BS (Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos).

19 pinguins-de-magalhães foram soltos na manhã nesta segunda-feira no Leste da Ilha - Nilson Coelho/R3 Animal
19 pinguins-de-magalhães foram soltos na manhã nesta segunda-feira no Leste da Ilha – Nilson Coelho/R3 Animal

Este é o segundo grupo de pinguins-de-magalhães que são soltos nesta temporada. A primeira soltura aconteceu no início de setembro, ocasião em que havia 34 pinguins em reabilitação, mas apenas 19 animais tinham condições de voltar para casa. Desta vez, continuam em tratamento 22 pinguins, até que tenham condições de voltarem à natureza.

Todos os anos, desde o início do inverno, é comum o aparecimento dessas aves na região da capital catarinense. Elas saem de colônias na Patagônia, na Argentina, em busca de alimento, acompanhando as correntes marítimas de água fria.

Infelizmente, alguns pinguins não conseguem retornar às colônias de origem e são encontrados mortos no litoral de Santa Catarina. Outros chegam às praias cansados, debilitados, desidratados, muitos com quadro de pneumonia, e necessitam de cuidados.

Nestes casos, os animais são resgatados pelas instituições que executam o PMP-BS e levados para Unidades de Estabilização, para depois serem transferidos para Centros de Reabilitação de Animais Marinhos, como é o caso do CePRAM.

Pinguins passam por reabilitação em Florianópolis - Nilson Coelho/R3 Animal
Pinguins passam por reabilitação em Florianópolis – Nilson Coelho/R3 Animal

Desses 19 pinguins, 11 chegaram de instituições parceiras que também executam o PMP-BS. Foram três da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina) de Laguna, quatro resgatados pela equipe da Univille (Universidade da Região de Joinville), dois pelo Instituto Australis/Projeto Baleia Franca, um da Univali (Universidade do Vale do Itajaí) e um do IPeC (Instituto de Pesquisas Cananéia) de São Paulo.

“A vinda de um animal de outro estado para ser solto pela R3 Animal se justifica pelo fato de pinguins serem gregários (animais que vivem em bandos ou grupos), e o recomentado é que a soltura seja feita com no mínimo 10 indivíduos”, explica a médica veterinária Marzia Antonelli.

O CePRAM fica localizado no Parque Estadual do Rio Vermelho, unidade de conservação sob responsabilidade do IMA-SC (Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina), em parceria com a Polícia Militar Ambiental.

Caso encontre um mamífero, tartaruga ou ave marinha morta ou debilitada, ligue 0800 642 3341.

Recomentado é que a soltura seja feita com no mínimo 10 pinguins - Nilson Coelho/R3 Animal
Recomentado é que a soltura seja feita com no mínimo 10 pinguins – Nilson Coelho/R3 Animal

O PMP-BS

O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama. Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos.

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