Após receber tratamento de R$ 9 milhões, menina Antonella já está em Blumenau

Atualizado

Antonella Garcia Cunha Moro, um bebê de um ano e nove meses diagnosticada com AME (Atrofia Muscular Espinhal), recebeu o tratamento milionário nos Estados Unidos e já está em Blumenau para a recuperação. O bebê recebeu o Zolgensma, remédio considerado o mais caro do mundo e que promete interromper a evolução da doença.

Antonella continuará tratamento com médicos daqui com acompanhamento da equipe médica dos EUA – Foto: Álbum de família/Divulgação

“Antonella está bem, retomando à rotina de fisioterapia. Apesar de já percebermos alguns movimentos que ela não fazia antes, a médica disse que o medicamento começa a fazer efeito após oito semanas”, disse a mãe Evelize Cunha.

Ela contou que na primeira fase da recuperação há uma rotina de exames de sangue, que precisam ser feitos toda semana neste primeiro mês e depois a cada duas semanas até o terceiro mês. Evelize disse que o tratamento será continuado em Blumenau e todos os resultados serão acompanhados com a equipe médica dos Estados Unidos.

Leia também:

A família chegou na cidade do Vale do Itajaí na última terça-feira de Carnaval (25), 12 dias após a pequena receber a aplicação do Zolgensma.

O remédio tinha um custo de R$ 9 milhões. Para conseguir arrecadar este valor, houve uma mobilização local que se estendeu para o Estado todo e, por fim, ganhou repercussão nacional quando até artistas famosos, como Ivete Sangalo, estavam apoiando e compartilhando a história de Antonella.

Campanhas e apoio de famosos

Nos últimos seis meses diversas campanhas foram feitas, inclusive envolvendo a Oktoberfest, em Blumenau. Ao todo, a família arrecadou R$ 11,1 milhões, superando as expectativas.

No dia 4 de fevereiro, ela, o pai Juliano e a mãe Evelize, embarcaram para os Estados Unidos para iniciar a fase de preparação para a infusão no Hospital Rainbow Babies & Children’s, em Ohio.

No dia 13, após passar por vários exames, a equipe médica aplicou o remédio.

Nesta terça (25), ela chegou ao Brasil, onde continuará fazendo o tratamento. Segundo a mãe, Evelize, a filha vai precisar fazer exames semanais para monitorar as condições do fígado, das plaquetas e de proteínas.

Mais conteúdo sobre

Saúde