Após ressaca, prefeitura garante recuperação imediata da orla da Armação, em Florianópolis

Atualizado

Ainda assustados com a força das ondas do mar nos dois últimos dias, os moradores da Praia da Armação, no Sul da Ilha, receberam na manhã desta quarta feira (22) a visita do secretário de Infraestrutura Valter Gallina e do prefeito Gean Loureiro.

Praia da Armação – Prefeitura de Florianópolis/Reprodução/ND

Acompanhados da Defesa Civil municipal, eles avaliaram pessoalmente os estragos provocados pela ressaca no Calçadão Agelício Osório da Silveira. Um trecho de 200 metros do passeio acabou destruído pela ação das ondas do mar durante a ressaca que teve seu auge na noite de terça-feira (21).

De acordo com o morador Ioni Manoel Pires, 68 anos, essa foi a segunda maior ressaca desde 2010, quando o mar derrubou 10 casas e foi necessário construir um enrocamento de pedras para proteger a orla.

“Se não fosse o enrocamento, essas casas já teriam sido derrubadas com certeza”, garante Pires.

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O presidente do Centro Comunitário da Armação, Gilberto da Silveira, cobrou celeridade do estudo para realização da obra de alargamento de areia da praia da Armação.

“O que a gente quer é brevidade disso, pois a cada ano que passa é destruição”, relata.

A obra também teria função social para a região. “Nós não temos mais praia. O pessoal que sobrevive do turismo está fechando as portas”, justifica Silveira.

De imediato, o prefeito Gean Loureiro determinou a limpeza do local para posterior recomposição do passeio e reposicionamento das pedras do enrocamento de pedra, a partir da próxima semana, uma vez que uma nova ressaca está prevista para esta sexta-feira (24).

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“Vamos também realizar a pintura de toda a sinalização do passeio e inclusive recuperar os deques que já necessitavam de manutenção, aproveitando um contrato que temos com uma empresa”, explicou Loureiro.

Alternativas em estudo

A prefeitura também estuda uma alternativa de proteção do enrocamento de pedra, através de escadarias em bloco com um material importado.

De acordo com o secretário Valter Gallina, o projeto de engordamento da faixa de areia da praia na Armação é mais complexo do que os projetos de Canasvieiras e da Beira-Mar Norte, por causa da própria hidrodinâmica costeira da região. Assim, não teria a finalidade de proteger a orla de uma ressaca.

Enquanto o projeto de Canasvieiras está orçado em 12 milhões, o da Armação estaria estimado em R$ 80 milhões.

“Diante desse custo, determinei a empresa que fizesse o projeto por etapas para torná-lo exequível. Outra dificuldade é obtenção de financiamento para a obra”, relatou. O projeto foi elaborado pela empresa MPB e além do engordamento de uma faixa de areia de 80 metros (sendo 30 metros em declive), contempla a execução de um molhe. Outra dificuldade do projeto relatada por Gallina é a busca por uma jazida de areia próxima ao local da intervenção, pois quanto maior a distância da jazida, maior o custo. “Em Canasvieiras, a jazida está muito próxima, distante 1,2 quilômetros da praia”, completou.

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