Após série de assassinatos, câmera será instalada em trilha de Florianópolis

Atualizado

A Prefeitura de Florianópolis anunciou que uma câmera deve ser instalada na trilha do Poção, localizada no bairro Córrego Grande. Uma empresa de segurança será responsável pelo monitoramento, após parceria firmada.

O anúncio foi feito nesta terça-feira (12). Segundo o prefeito em exercício de Florianópolis, João Batista Nunes, a instalação deve ser feita nos próximos 15 dias.

Moradores assustados com execuções na Trilha da Cachoeira do Poção – Foto: Anderson Coelho/ND

A medida foi uma das reivindicações dos moradores da região, após os corpos de três vítimas de homicídios serem encontrados na trilha em menos de um mês.

Uma das atitudes já tomadas pela prefeitura após a série de crimes foi o reforço da iluminação no local, no último dia 5. Um conjunto de refletores foi instalado no início da trilha.

Uma das medidas da Prefeitura foi a instalação de refletores no início da trilha. A imagem da esquerda mostra a situação como era anteriormente, a direita, a situação atual – Foto: Prefeitura de Florianópolis/Divulgação/ND

As vítimas

A primeira vítima, Waldson dos Santos Amarante Filho, de 31 anos, foi encontrada no dia 9 de outubro. O homem foi morto com dois tiros e encontrado com as mãos amarradas, com um cobertor no rosto. Natural do Sergipe, ele morava em Florianópolis há quatro anos com a companheira, no Morro do 25.

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Já no dia 18 de outubro, um segundo corpo foi encontrado no mesmo local. A vítima foi identificada como Jeferson Pereira, de 19 anos. Morador de Biguaçu, na Grande Florianópolis, o jovem nasceu em Lages.

A terceira vítima foi achada no dia 2 de novembro. Bruna Rafaelli Ferraz de Freitas, de 22 anos, era natural de Rio Claro, no interior de São Paulo. Ela morava em Florianópolis há dois meses.

Polícia suspeita de ação faccionada

Em matéria do último dia 5, o ND apurou que polícia acredita que a trilha que leva até a Cachoeira do Poção, no Córrego Grande, é o mais recente local usado por uma facção para execuções em Florianópolis.

Na ocasião, duas linhas de investigações operavam sobre os três crimes. A primeira era a possibilidade de que os homicídios ocorreram por conta de desacordos entre membros da mesma facção. Nesta hipótese, as vítimas estariam vendendo drogas na região, mas sem repassar o dinheiro para a organização criminosa.

A outra suspeita, segundo a inteligência da PM, era a disputa por pontos de droga no Morro do 25. A polícia tentava descobrir se outra facção tenta se instalar na área.

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