Apuração mostra avanço de populismo e governo indefinido na Suécia

PARIS, FRANÇA (FOLHAPRESS) – O começo da apuração da eleição parlamentar na Suécia, realizada neste domingo (9), mostrava um fortalecimento do partido Democratas Suecos (SD, na sigla original), de extrema direita, mas também a resiliência dos social-democratas, hoje no comando do país e alvos de prognósticos funestos durante a campanha.

Com pouco mais de 50% dos votos contabilizados, por volta das 22h10 locais (17h10 em Brasília), o SD, de agenda nacionalista e xenófoba, tinha sido escolhido por 17,9% dos votantes, uma evolução de 5 pontos percentuais em relação a 2014 que o cacifaria a ser o fiel da balança na formação de um governo. Era o terceiro colocado.

A liderança era dos social-democratas, com 28,1% dos votos, um encolhimento de cerca de três pontos percentuais face a quatro anos atrás e o pior resultado da história da legenda.

Porém, é preciso registrar que as últimas pesquisas davam 26% de intenções de voto à principal agremiação governista e que sondagens no meio do verão europeu, em julho, chegaram a apontar a possibilidade de uma derrota do partido para o SD.

Em segundo surgia o partido de direita Moderados, com 19,3% dos votos, cerca de 4 pontos percentuais abaixo de 2014.

No cômputo geral, o bloco de centro-esquerda – engrossado desta vez pelo Partido de Esquerda, que antes mantinha-se independente, mas baqueado por um desempenho pífio dos Verdes, que sofria para alcançar o piso de 4% necessário para ter um assento no Parlamento – estava ligeiramente à frente do de centro-direita, em que o alento ficava por conta da progressão do Partido de Centro, com quase 9% dos votos.

A julgar pelos números iniciais, as duas alianças terão que negociar entre si um novo governo ou vão precisar do apoio do SD para governar.

O partido de direita nacionalista já forçou os social-democratas, no começo da atual legislatura, a governarem com um orçamento imposto por eles.

+

Notícias

Loading...