“Às vezes não temos os alimentos frescos”, diz brasileiro que não retornou do Equador

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O catarinense Eduardo Linsmeyer, 32, está em Quito, capital do Equador, juntamente com mais de 100 brasileiros desde o dia 5 de março. O retorno aguardado não tem previsão, e os cidadãos permanecem em hotel. O país é o segundo com o maior número de casos na América do Sul.

“Eu recebi apenas um SMS da companhia aérea que o voo tinha sido cancelado e que eu deveria fazer uma ligação. Porém, meu pacote telefônico não me dava essa opção”, relata Eduardo. – Foto: Divulgação/Redes Sociais/ND

A passagem foi cancelada por insuficiência de passageiros, e os brasileiros aguardam previsões enquanto mantém contato com uma plantonista da Embaixada do Brasil em Quito.

Diante da situação provocada pelas companhias aéreas, que alegaram insuficiência de passageiros para cancelarem os voos previstos, os brasileiros formaram um grupo no WhatsApp para troca de mensagens e elegeram dois representantes para atuar diretamente no contato com a plantonista da embaixada do Brasil em Quito.

Alguns dos brasileiros já sofreram com infeções intestinais em virtude da comida. “Os mercados estão abertos, mas às vezes acontece de não ter os alimentos frescos (frutas, por exemplo), mas em poucos dias fazem a reposição”, atesta Linsmeyer.

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O catarinense também informa que estão sem previsão de volta, com as mesmas orientações de simplesmente aguardar. O toque de recolher da cidade diminuiu para às 14h e os brasileiros só deixam o hotel para irem ao mercado e farmácia. Segundo Linsmeyer, o maior medo é não conseguir voltar para o Brasil tão cedo.

Até então ninguém apresentou sintomas de coronavírus desde a chegada no Equador, no dia 5. O catarinense pontua: “Estão todos cansados demais de acordar todos os dias sem ao menos uma data de retorno”.

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