Atenção é fundamental para evitar acidentes com crianças em piscinas

Atualizado

Uma distração que pode se tornar um pesadelo. É dessa forma que é possível definir os riscos de afogamento de crianças em piscinas particulares ou em clubes.

Atenção é a principal recomendação aos pais – Foto: Jonathan Rocha/NDTV

Segundo dados dos Bombeiros Militares de Santa Catarina, desde o dia 12 de dezembro, foram registradas três mortes por afogamentos em piscinas e áreas privadas – um bebê e dois adolescentes. Os dados específicos desse tipo de ocorrência só passaram a ser contabilizados nesta temporada.

Um dos casos ocorreu em Itapoá, no Litoral Norte do Estado, no fim de 2019. Um bebê de 1 ano e 7 meses foi encontrado pelos pais boiando na piscina de uma casa alugada pela família na cidade litorânea.

Em depoimento à polícia, o pai da criança informou que estava fazendo a criança dormir e acabou pegando no sono. Nesse momento, o bebê, então, teria se levantado e ido até a piscina, que ficava próxima a um cômodo onde os dois estavam. Um inquérito foi instaurado pela Polícia Civil que trata o caso como um acidente.

Atenção redobrada dos pais é fundamental

A principal orientação para evitar que esse tipo de acidente ocorra é a atenção redobrada com as crianças. Porém, de acordo com o comandante Leandro Rodrigues, dos Bombeiros Voluntários de Araquari, um dos vilões e que acaba gerando a distração dos pais é a tecnologia.

“Eles vão para piscina para ter atenção com as crianças e por algum momento acabam se descuidando com o celular e é onde acontece as fatalidades”, explica.

Uma das soluções para evitar o contato de crianças com as piscinas são os equipamentos de proteção. Um dos exemplos, foi o deck instalado na casa de Darlene de Souza. Ela só concordou em instalar a piscina se fosse seguro para as três crianças que vivem no local.

“Por conta disso, nós pesquisamos na internet e vimos um deck de madeira, que dá para cobrir a piscina toda, quando estamos fazendo alguma coisa”, explica. O equipamento permite que a área fique coberta enquanto não é usada e garante a proteção para evitar acidentes.

Ainda segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Estado, também é importante evitar deixar bebês sozinhos em banheiras, mesmo com água rasa, já que também há o o risco de afogamentos. Além disso, é importante a instalação de redes de proteção ao redor das piscinas.

Mas apesar de todo o cuidado, para o comandante Leandro, a principal recomendação é ficar atento.

“É a atenção. Isso vale para a piscina, rios, praia. E principalmente conhecer o ambiente”, explica.

Veja algumas dicas dos bombeiros para evitar afogamentos no ambiente doméstico:

– Mantenha portas de áreas de serviço e banheiros fechadas;

– Guarde recipientes como baldes e bacias de cabeça para baixo;

– Instale redes de proteção no entorno de piscinas;

– Evite o uso de boias ou flutuadores, prefira um colete salva-vidas;

– Não mantenha brinquedos próximos a piscina. Isto atrai crianças;

– Jamais deixe uma criança sozinha na piscina;

– Após utilizar a piscina, impeça o acesso ao espaço.

*Com informações do repórter Juan Todescatt, da NDTV 

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