Auxiliar de restaurante na Lagoa diz à PM que gambás eram para consumo interno de funcionários

Proprietário do estabelecimento e funcionário que participou da captura dos gambás foram multados cada um em R$ 2.000

Em depoimento à Polícia Militar Ambiental, um auxiliar de cozinha do restaurante Chalé do Camarão, na Lagoa da Conceição, onde foram encontrados na quarta-feira quatro gambás – dois deles mortos e temperados e outros dois vivos dentro de um freezer desativado – disse que os animais abatidos seriam utilizados para consumo interno dos próprios funcionários. Sobre os gambás vivos, ele garantiu que seriam libertados em outro local.

Polícia Ambiental/Divulgação/ND

Animais vivos foram encontrados dentro do restaurante

Localizado na avenida das Rendeiras, o restaurante Chalé do Camarão foi interditado e autuado pela Vigilância Sanitária na quarta-feira (10). Nesta quinta-feira, a Polícia Militar Ambiental multou o proprietário do estabelecimento e um funcionário que ajudou na captura dos animais em R$ 2000 cada um deles. A multa é de R$ 500 para cada gambá encontrado no local. Além disso, proprietário e auxiliar vão responder por crime ambiental que é caçar animais nativos, e podem pegar de seis meses a um ano de prisão.

A Polícia Militar Ambiental informa que, de acordo com o depoimento do auxiliar de cozinha do restaurante, durante o Carnaval os animais entraram na cozinha e quebraram alguns objetos. Por sugestão do dono do estabelecimento, funcionários prepararam armadilhas para capturar os gambás. Os dois animais mortos foram temperados e guardados em um refrigerador junto com camarões e lulas servidos no restaurante localizado em um dos metros quadrados mais valorizados da Ilha. Já os vivos estavam em um freezer desligado, que servia como espécie de gaiola. No depoimento, o funcionário garantiu que os gambás não eram servidos aos clientes.

A ação dos órgãos de fiscalização no Chalé do Camarão foi feita em conjunto pela Vigilância Sanitária com as polícias Civil e Ambiental. O proprietário do restaurante alegou que a carne era para consumo dos funcionários. O gambá é um animal silvestre não comercializado legalmente. Como há infrações anteriores da Vigilância Sanitária, o processo administrativo determinará o valor da multa a ser aplicada e demais penalidades.

Na quinta à tarde, os dois gambás que sobreviveram a captura no restaurante foram libertados na natureza depois de passarem pelo Centro de Tratamento de Animais Silvestres do Parque Ambiental do Rio Vermelho. 

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