Avenida Beira-Mar Norte está própria para o banho na Capital

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Esta é a primeira vez em que a praia da Beira-mar Norte está balneável desde que as análises começaram a ser feitas em três locais diferentes – PMF/Divulgação/ND

De acordo com o relatório de balneabilidade do IMA-SC (Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina) os três pontos analisados na Beira-Mar Norte, em Florianópolis, estão próprios para banho. A coleta da água foi feita no dia 22 de janeiro. Essa é a primeira vez em que a praia está balneável desde que as análises começaram a ser feitas em três locais diferentes.

A prefeitura de Florianópolis aponta a melhora na balneabilidade e os bons índices como resultado do investimento feito para despoluição da Beira-Mar Norte. “Os números são consequência do trabalho que foi feito na Beira-Mar em parceria com a Casan. Ainda estamos trabalhando e monitorando o espaço para que a nossa região central volte a ter uma praia limpa. A Beira-mar já é um grande espaço de lazer para toda a população e com a praia tende a ser muito mais frequentada e visitada”, afirma Gean Loureiro, prefeito de Florianópolis.

Para o IMA-SC, um ponto é próprio para banho quando em 80% ou mais das amostras das últimas 5 semanas tiverem no máximo 800 E-coli por 100 mililitros de água. Na última análise, o ponto próximo ao Bolsão da Casan apresentou 75 coli, enquanto o ponto em frente à Praça Esteves Junior apresentou 41 coli e o ponto próximo à rua Altamiro Guimarães, que já vinha com uma sequência própria para banho, apresentou 146 coli por 100 mililitros.

Entidades ligadas ao turismo acreditam que a região tende a se desenvolver ainda mais com a praia balneável. “É uma das regiões mais nobres da cidade e o fato de hoje aquilo ali ser um ponto turístico até de banho e de esportes é fundamental para a cidade. Nós consideramos que esse projeto foi oportuno e traz muitos benefícios para a cidade e para aquela região, principalmente agora que nós estamos na fase de implementação do parque Marina da Beira-Mar Norte. Vemos isso com muito otimismo e com uma comprovação que se os gestores públicos trabalharem mesmo e correrem atrás de tecnologias que outros países já utilizam a tanto tempo nós vamos conseguir ter as nossas praias e balneários próprios para banho”, comenta Anita Pires, presidente da Associação FloripAmanhã.

Quem frequenta a Beira-Mar Norte também está empolgado com os resultados. A Alessandra mora em São José e costuma passear com os dois filhos aos finais de semana no local “é muito bom saber que posso trazer meus filhos para brincarem aqui e não me preocupar se eles entrarem no mar”, diz a contadora Alessandra Martins.

O caminho até a balneabilidade

As obras de despoluição da baía começaram em março de 2018 e foram investidos R$ 18 milhões de reais. Toda a orla, desde a Ponte Hercílio Luz até a Ponta do Coral, somando 3,5 KM, foi contemplada com um sistema que filtra toda a água dos canais de drenagem que desembocam na areia. Esse tratamento é feito pela URA (Unidade Complementar de Recuperação Ambiental) que foi construída no bolsão da Casan. Antes das obras os canais de drenagem levavam a água de pequenos rios, além da água da chuva, direto para o mar. Com o passar dos anos esses canais receberam ramificações de ligações irregulares de esgoto da região, o que contaminava toda a orla.

As 15 principais saídas da rede de drenagem receberam válvulas de um sistema inteligente que evitam o despejo da água direto no mar. Essas válvulas ficam fechadas em dias secos e só são abertas em dias de muita chuva para evitar alagamentos. Elas são responsáveis por não deixar a água ir para o mar antes que passe por um sistema de filtragem e tratamento.

No ano de 2019, pela primeira vez na história, desde que a praia é analisada pelo Instituto de Meio Ambiente, houve um resultado balneável na água. “A Prefeitura de Florianópolis e a Casan ainda estão trabalhando na melhoria do sistema para alcançar a máxima eficiência e diminuir as oscilações nos resultados”, finaliza Loureiro.

Conforme determina a Lei Municipal nº 10.199, de 27 de março de 2017, a Prefeitura Municipal de Florianópolis informa que a produção deste conteúdo não teve custo, e sua veiculação custou R$2.000,00 reais neste portal.

Prefeitura de Florianópolis