Bancada Feminina da Alesc denuncia Jessé Lopes à Comissão de Ética e ao MP

Atualizado

As declarações do deputado estadual Jessé Lopes (PSL), sobre a campanha “Não é Não, continuam repercutindo na internet, mas com muita força em toda Santa Catarina. No último sábado (11), ele fez críticas à campanha de financiamento coletivo que quer disponibilizar tatuagens temporárias contra o assédio no Carnaval no Estado. No entanto, imediatamente as críticas se voltaram a Jessé, que havia postado no Twitter:

“Quem, seja homem ou mulher, não gosta de ser assediado(a)?? Massageia o ego mesmo que não se tenha interesse na pessoa que tomou a atitude”.

Deputadas da Bancada Feminina da Alesc divulgam nota oficial contra Jessé Lopes – Foto: Reprodução

Leia também:

Pois nesta quarta-feira (15), a Bancada Feminina da Assembleia Legislativa de Santa Catarina se manifestou. A frente anunciou que está apresentando denúncia formal à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Alesc e ao Ministério Público de Santa Catarina. O objetivo é responder duramente as palavras do deputado acerca da campanha “Não é Não”. Convém destacar que essa campanha visa ao combate do assédio sexual no Carnaval 2020.

O grupo, formado pela  Deputada Ada Faraco De Luca (coordenadora da Bancada Feminina), Deputada Luciane Carminatti (integrante da Bancada Feminina), Deputada Marlene Fengler (integrante da Bancada Feminina) e a Deputada Paulinha da Silva (integrante da Bancada Feminina), emitiu um comunicado sobre a questão, explicando o motivo da denúncia.

Tatuagem quer inibir casos de assédio durante o Carnaval – Foto: Reprodução/Facebook

Ranking

“Consideramos inadmissível que um parlamentar – eleito para representar a população, legislar e fiscalizar o Estado – insista em manifestações que estimulam a violência contra a mulher, a despeito da nociva desigualdade de gênero constatada em nosso País. Nesse quesito, citando apenas um dado, o ranking do Fórum Econômico Mundial divulgado no último mês acaba de classificar o Brasil na posição 92 entre 153 países”, diz o comunicado.

As deputadas usaram o documento, no entanto, para falar também sobre suas próprias condições na Alesc.

“Nós, as quatro deputadas que compõem esta Bancada Feminina, passamos o primeiro ano desta legislatura enfrentando os posicionamentos desse parlamentar. São contrapontos públicos e privados, lamentavelmente, sem efeito: ele insiste em manter e disseminar discursos que desrespeitam as mulheres, banalizam o crime de assédio e perpetuam a cultura da violência de gênero”.

Retrocessos

Ao fim do documento, o embasamento para recorrer à Casa para fazer a denúncia.

“Diante disso, entendemos que a medida cabível, então, é apelar para o regramento desta Casa. A denúncia é embasado em um robusto código de ética, e às demais instituições democráticas existentes em nossa sociedade para garantir a defesa dos direitos, impedir retrocessos cívicos e fazer valer o cumprimento das leis”.

Mais conteúdo sobre

Política