Banco atacado no Vale do Tijucas não tem data para reabrir

Caixeiros. Agência em Nova Trento teve as paredes rachadas pela força da explosão

Marcos Horostecki/ND

Funcionários do banco se esforçam para atender clientes em agência destruída

Nova Trento – O Banco do Brasil ainda não sabe quando vai poder reabrir sua única agência no município de Nova Trento, no Vale do rio Tijucas. O local foi destruído na madrugada de sexta-feira para sábado, quando cinco bandidos fortemente armados invadiram a sala de autoatendimento e detonaram dinamites nos caixas eletrônicos. Até as paredes do prédio ficaram rachadas depois da explosão, que assustou os moradores da pacata cidade, conhecida por abrigar o santuário de Santa Paulina, a primeira Santa brasileira.

Desde cedo, ontem (09), funcionários do banco atendiam os clientes do lado de fora do prédio, que teve a área externa coberta com tapumes de madeira. A intenção da gerência e dos funcionários é minimizar ao máximo aos prejuízos, segundo informou o gerente da agência, Gabriel Augusto Vieira. Quatro funcionários foram deslocados para a agência mais próxima, no município de São João Batista, distante cerca de 10 quilômetros de Nova Trento. Um está atendendo os clientes na porta da agência destruída e outro foi deslocado para o Banco Postal, na sede dos Correios. “Estamos prestando informações e atendendo da melhor forma possível, mas ainda não sabemos quando voltaremos a funcionar normalmente”, lamentou o gerente.

O prazo mínimo de recuperação da agência é de uma semana. Até lá só resta aos clientes enfrentar a fila no Banco Postal ou se deslocar para São João Batista. Em princípio, técnicos do banco já descartaram a ocorrência de danos estruturais no prédio, que já estava sendo reformado e ampliado antes do ataque. No momento da ação dos assaltantes, havia um vigia no local. Ele chegou a disparar contra o bando, mas acabou obrigado a se esconder para se proteger da explosão.

Explosão já é sinônimo de ataque

A frequência com que têm ocorrido os ataques aos caixas eletrônicos – o 60º caso foi registrado em Nova Trento – está fazendo com que os moradores das cidades do Vale do Tijucas, uma das regiões mais visadas pelas quadrilhas, já associem eventuais barulhos de explosão às ações criminosas e tomem medidas para não se envolverem. Foi o que aconteceu na madrugada de sábado. Acordados pela forte explosão, os vizinhos à agência perceberam do que se tratava e não saíram de casa. “Só saímos depois que ouvimos bastante conversa e percebemos que já havia outras pessoas na rua”, disse uma vizinha que mora em frente à agência e preferiu não se identificar.

Quem teve a chance de “espiar pela janela” garante que os bandidos estavam prontos para um eventual confronto com a polícia. Portavam armas longas e capuzes e se posicionaram estrategicamente na rua, para perceberem qualquer movimentação. “Tive medo que em caso de confronto corressem para minha casa”, continuou a vizinha.

Os caixeiros, no entanto, foram rápidos e precisos. Em poucos minutos instalaram e explodiram os dinamites. Quando a poeira da explosão baixou eles já estavam no carro da fuga, em direção à saída da cidade e não foram mais vistos.

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