Banhistas devem evitar entrar no mar onde a ressaca tomou faixa de areia em Florianópolis

Entulho acumulado pela erosão marinha pode provocar ferimentos, alerta Defesa Civil

Por causa da ressaca do mar, que provocou estragos em praias do Norte e do Sul da Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis, os banhistas devem evitar entrar na água nas áreas onde a faixa de areia está toda tomada pelo mar. O alerta é da Defesa Civil de Florianópolis, já que o entulho acumulado com as erosões pode provocar ferimentos em moradores e turistas.

A maré alta atingiu as regiões Norte e do Sul de Florianópolis, como na praia do Caldeirão - Flávio Tin/ND
A maré alta atingiu as regiões Norte e do Sul de Florianópolis, como na praia do Caldeirão – Flávio Tin/ND

De acordo com o Luiz Eduardo Machado, diretor da Defesa Civil municipal, ainda há muito material de construção espalhado pelas praias, como ferros e pedras. Como o mar ainda apresenta agitação, o material submerso pode acabar passando imperceptível aos banhistas, provocando ferimentos. A orientação é para que os banhistas busquem áreas onde a faixa de areia está limpa e visível.

Ainda conforme Machado, no Sul do Ilha, parte do acostamento da rodovia Francisco Thomaz dos Santos (SC-406), entre o Morro das Pedras e a Armação, continua interditada por prevenção, já que o mar continua demonstrando força. Equipes fazem monitoramento do local e já acionaram Deinfra (Departamento Estadual de Infraestrutura) e Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina) para eventuais reparos.

Os problemas também continuam no Norte da Ilha. “Na praia Brava, o mar avançou um pouco mais nesta madrugada e comprometeu postos salva-vidas, deques e a duna frontal. A iluminação pública teve que ser desligada em algumas ruas por causa do avanço da água”, contou. No canto da praia dos Ingleses, o mar continua tomando toda a faixa de areia, assim como na parte direita de Canasvieiras.

>> Prefeitura decreta situação de emergência após danos causados por ressaca em Florianópolis

Novo ciclone

Segundo o oceanógrafo Carlos Eduardo Salles de Araujo, da Epagri/Ciram, a tendência é para que o mar recue aos poucos até sexta-feira (22). Nesta quarta, as ondulações estão com altura média de um metro e a direção do vento, que sopra em nordeste, ajuda a empurrar a água de volta ao alto mar.

No entanto, ele alerta que ao final da tarde de sexta está prevista a formação de um novo ciclone na costa do Rio Grande do Sul, mas que deverá novamente afetar o litoral de Santa Catarina. A ondulação será de leste e sul e, com as correntes de ar, novamente há risco de empilhamento da água mais próximo da faixa de areia, com chance de novas erosões.

Conforme as previsões da Epagri/Ciram, na sexta também deverá ter aumento da nebulosidade em Santa Catarina e a temperatura fica entre 17°C e 30°C em Florianópolis. No sábado (23) há chance de chuva fraca à noite.  

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