Base Aérea de Florianópolis vai descadastrar passes livres existentes a partir de outubro

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Civis passam pelos portões da Base Aérea com apresentação do passe livre. Foto: Flavio Tin/ND

O acesso ao novo terminal de passageiros do Aeroporto Internacional Hercílio Luz vai modificar a rotina atual de mais de duas mil pessoas no Sul da Ilha. A Base Aérea de Florianópolis informou que promoverá um descadastramento dos passes livres existentes que dão acesso a área de segurança com a finalidade de chegar ao bairro da Tapera.

A Base Aérea pretender realizar o descadastramento a partir de outubro, último prazo estipulado para o término das obras do acesso ao novo terminal do aeroporto.  Atualmente, 2350 pessoas têm o passe livre para utilizar a estrada que liga a Base Aérea ao bairro da Tapera. Além disso, também circulam diariamente pela estrada 323 ônibus do transporte coletivo e forças de segurança, como veículos da Polícia Militar, Bombeiros e Polícia Civil.

O descadastramento foi anunciado pelo comandante aviador Luiz dos Santos Alves durante recente encontro com a comunidade do Ribeirão da Ilha. Na ocasião, Alves relatou para os moradores os riscos existentes para a Base Aérea de ter um número tão grande de pessoas autorizadas a trafegar por dentro de uma área de segurança. O comandante definiu o passe livre como uma situação excepcional que se prolonga devido às dificuldades de mobilidade na Ilha de Santa Catarina.

A informação repercutiu nas redes sociais e a Base Aérea de Florianópolis decidiu esclarecer a questão para evitar más interpretações. De acordo com o responsável pela comunicação social da Base Aérea, suboficial Ivan José Selig Júnior, o trabalho será feito de forma gradual, seletiva e contínua.  “Primeiramente, deverá visar à parte geográfica, ou seja, quem está mais próximo do novo acesso será descadastrado primeiro. Nada vai ser repentino, tudo é um processo e não temos um tempo a precisar. Tudo será de acordo e não traumático”, definiu.

Segundo Selig Júnior, o acesso ao novo terminal de passageiros, que fará a ligação entre os bairros Careanos e Campeche (SC-405), deverá ter a preferência das pessoas que atualmente detêm os passes livres. “Passar pela Base Aérea representa andar em uma via em mau estado de conservação, com limite de velocidade baixa, cheio de lombadas, com identificação na entrada e saída. Vai ser natural as pessoas preferirem o novo acesso”, aposta.

Sobre os riscos de se transitar dentro de uma área de segurança, Selig Júnior destaca que esse número de pessoas (2.350) já impede a realização de ações militares e destaca outra situação, como a existência do cabeamento ótico de uma antena que replica o sinal de internet para diversos órgãos públicos, como escolas e hospitais. “Essa antena está instalada ao lado do aeroporto e o cabeamento passa pela estrada. Se acontece um acidente pode haver o rompimento desse cabeamento, o que seria um prejuízo grande. É muito complicado, como unidade militar, gerenciar esse tipo de situação”, justifica.

Na nota para esclarecer a situação dos passes livres, a Base Aérea deixa aberta a possibilidade de ceder um terreno para construção de um novo acesso no bairro Tapera, margeando o terreno da área de segurança, que se estende até a fazenda da UFSC. Esse novo acesso estaria previsto no Plano Diretor do município, datado de fevereiro de 2014.

De acordo com o comandante aviador, Luiz Alves dos Santos, esta via depende de solicitação formal ao Comando da Aeronáutica para que se realize a transferência de área da União. Se o pedido for feito, a BAFL passará a analisá-lo e dará o andamento necessário. A reportagem do ND fez contato com a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Transportes e Mobilidade Urbana, mas não recebeu retorno até o fechamento da reportagem.

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