Florianópolis ganha primeiro orquidário de Santa Catarina

Inaugurado na Capital espaço especializado nas flores, que serão estudadas a fundo

Flávio Tin/ND

Marcelo Vieira do Nascimento e Gerson Franceschi mostram novo orquidário

Santa Catarina tem 627 espécies de orquídeas. Pelo menos 300 delas compõem o orquidário Amélia Cirimbelli Brillinger, inaugurado nesta sexta-feira, no bairro Carianos, na Capital, pelo presidente da Federação Catarinense de Orquidofilia, Marcelo Vieira Nascimento. O orquidário será aberto ao público, mas com horário marcado.

Em maio, Nascimento e outros botânicos e orquidólogos darão início a uma expedição pelo Estado para catalogar e coletar amostras de plantas para compor o Atlas das Orquídeas do Estado. Atualmente, 32 espécies estão ameaçadas de extinção em Santa Catarina.  

As informações coletadas nas matas alimentarão o site www.atlasorquideassc.com.br. Na página eletrônica estão disponíveis detalhes como a descrição do habitat, grau de ameaça, tipo de bulbo e tamanho da planta adulta. “Todas essas informações podem ser coletadas somente com a orquídea em flor porque a semelhança das folhas compromete a identificação correta da espécie”, destacou Nascimento. “Compramos equipamento para fotografar cada planta detalhadamente. As imagens serão importantes também para a ilustração das espécies”, afirmou.

Além de orquidólogo, Nascimento é botânico e geógrafo. Há 24 meses ele preside a federação, instituição que tem 27 anos de existência e conta com 22 agremiações que abrangem 45 municípios. “Embora a federação realize mais de 50 eventos anuais com público médio de 50 mil pessoas, percebemos que era hora de pensar mais na produção cientifica”, disse.

Na tarde desta sexta-feira também foi inaugurada a biblioteca temática BiblioOrquídea Margarida Obermaier, com mais de 2.000 títulos. Alguns livros estão escritos em japonês e hebraico. Um dos mais raros custa mais de U$ 7 mil. Além dos livros, revistas e periódicos de todo o mundo compõem o acervo.  

Trabalho ajuda na preservação das plantas

Durante os dois anos de pesquisa serão catalogadas orquídeas selvagens, indígenas e silvestres, as chamadas puras, ou seja, que não tiveram contato humano em sua reprodução. Os pesquisadores colherão três amostras de cada espécie. Uma será mantida viva e outras duas serão secas e enviadas aos herbários da Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina) e Unochapecó (Universidade Comunitária da Região de Chapecó), com quem a federação mantém convênio de pesquisa.

Ao falar da etapa de coleta o vice-presidente da federação, Gelson Franceschi, lembrou que o trabalho ajudará na preservação das espécies. “As obras, principalmente de barragens, expõem as plantas ao risco de extinção, pois onde tem rio ou banhado tem orquídea”, disse.

O projeto é mantido com apoio total da iniciativa privada. O orquidário estará aberto ao público. As visitas podem ser agendadas pelo site da Federação: www.fcorquidofilia.com.br.

SERVIÇO

O que: Inauguração Orquidário Amélia Cirimbelli Brillinger
Onde: Avenida Deputado Diomício Freitas, 3.160, casa 12, Carianos, Florianópolis
Quanto: Aberto ao público, com hora marcada
Mais informações: www.fcorquidofilia.com.br
Para agendar visita: (48) 9914-5928, com Marcelo Vieira Nascimento

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