Blogueira vítima de estupro em beach club divulga resultado de laudo pericial

Atualizado

Em coletiva de imprensa que ocorreu na tarde de terça-feira (21), os delegados responsáveis pelo inquérito que investiga a denúncia de estupro no beach club Café de la Musique, em Jurerê Internacional, no Norte da Ilha, disseram que ainda precisavam esclarecer o que ocorreu na noite de 15 de dezembro do ano passado, na casa noturna. Eles não revelaram o que havia nos laudos periciais por se tratar de crime sexual.

Mariana Ferrer morava em um condomínio na Cachoeira do Bom Jesus – Instagram/Reprodução

Acontece que a vítima, a blogueira de moda Mariana Ferrer, 22 anos, decidiu expor o seu sofrimento porque desconfia dos rumos tomados pela investigação. Em uma das postagens que fez na sua rede social, denunciou que o empenho da polícia estaria direcionado em “proteger o autor e a casa onde o crime ocorreu” por se tratar de gente importante.

A própria vítima fez uma segunda publicação nesta quarta-feira (22) com o resultado do exame de corpo de delito. Nele, há a confirmação de que houve ruptura do hímen e que o fato havia ocorrido recentemente (o exame foi feito no dia seguinte ao fato). Na primeira publicação feita por Mariana, ela afirmou que teve a sua “virgindade roubada” junto com seus “sonhos”.

Ao mesmo tempo em que o laudo confirma a ruptura e que houve conjunção carnal que pode ser relacionada ao delito, diz também que “não havia vestígio de ato libidinoso que possa ser relacionado ao delito”. Mariana questiona a avaliação do médico legista e nega que tenha havido consentimento. uma vez que reforça ter sido dopada e destaca o sangramento presente no vestido.

“Como você pode dizer o contrário, doutor? Você viu o estado que cheguei no IML. Primeiro que, a última coisa que eu queria ver na minha frente era um homem (…). Cheguei com a minha mãe ainda tremendo e desorientada. Você mesmo, doutor, disse que era o efeito da droga”, diz trecho do relato.

Imagens de câmeras que foram vazadas e ganharam as redes sociais também nesta quarta-feira, mostram o que seria a vítima subindo uma escadaria acompanhada de um rapaz que, por sua vez, segura um copo de bebida em uma das mãos.

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Cerca de dez minutos depois, ela desce a escadaria cambaleando. O rapaz, desce na sequência. O local onde teria ocorrido o crime é chamado pela vítima de “matadouro” e seria um local “restrito”. A jovem também comenta sobre os dois vídeos disponibilizados pelo beach club à polícia.

O advogado do estabelecimento, João Marcelo Schwinden de Souza, que esteve presente na coletiva de imprensa convocada pela polícia não quis comentar sobre o referido local conhecido como suposto “matadouro”. Ele disse apenas que a casa está colaborando com as investigações e que não compactua com o crime.

“Eu em sã consciência jamais iria querer perder a minha virgindade com um estranho dentro de um beach club. Só sei sentir nojo (…) será que isso vai passar algum dia? Não aguento mais esse tormento. O mundo dos que acham que dinheiro compra tudo e todos tem que acabar”, desabafou.

Vídeo mostra momento em que a vítima teria entrado no ambiente restrito:

Minutos depois, a jovem desce a mesma escada cambaleando. O homem sai do local na sequência:

Polícia