Bolsonaro esclarece fala sobre Holocausto em carta enviada a Israel

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O presidente Jair Bolsonaro enviou no sábado (13), uma carta às autoridades de Israel com o objetivo de esclarecer a declaração dada por ele sobre o Holocausto. No documento, ele afirma que as interpretações errôneas só interessariam a quem deseja afastá-lo “dos amigos judeus”.

A carta foi enviada após o presidente de Israel, Reuven Rivlin, dizer no sábado, no Twitter, que “nem líderes partidários ou primeiros-ministros vão perdoar, nem esquecer”, em uma crítica à declaração de Bolsonaro.

Bolsonaro declarou, durante encontro com evangélicos no Rio de Janeiro que “nós podemos perdoar, mas não podemos esquecer”, se referindo ao extermínio de judeus na 2ª Guerra – Marcos Corrêa/PR

Bolsonaro declarou, durante encontro com evangélicos no Rio de Janeiro na quinta-feira (11), que “nós podemos perdoar, mas não podemos esquecer” o extermínio em massa de judeus durante a 2ª Guerra Mundial. O Museu do Holocausto disse que “ninguém está em posição de determinar se os crimes do Holocausto podem ser perdoados”.

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) usou sua conta no Twitter neste domingo (14), para esclarecer a mensagem do pai. Ele publicou a foto de uma página em branco em que consta uma frase escrita à mão e assinada pelo presidente: “quem esquece seu passado está condenado a não ter futuro”.

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Segundo Carlos, a foto foi tirada pelo embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley. Também no Twitter, ele atacou a mídia ao dizer que a verdadeira mensagem deixada por seu pai no Museu do Holocausto “você não verá na imprensa desinformada”.

*As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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