Bolsonaro/FGTS: estamos acompanhando impacto do saque em programas habitacionais

Atualizado

O presidente Jair Bolsonaro confirmou nesta sexta-feira (19) ter conversado com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e com dois empresários do setor da construção civil sobre as preocupações do setor com a desidratação que a liberação do saque do FGTS pode causar no financiamento de construções do programa habitacional Minha Casa Minha Vida.

Presidente Jair Bolsonaro se reuniu com empresários da construção civil para saber os efeitos que a liberação do FGTS está causando no setor  – Alan Santos/PR/ND

“Ontem (quinta-feira, 18) foi o Davi Alcolumbre pedir uma audiência comigo, eu dei e ele entrou com dois empresários. Depois foi colocado na agenda, nada de ultrassecreto, reservado”, disse.

Na atualização da agenda divulgada pela Secretaria de Imprensa, no entanto, consta apenas o nome do presidente do Senado. Os nomes dos empresários e quem eles representam não foram divulgados pela Presidência.

Antes mesmo de ser anunciada oficialmente, a notícia de que o governo pretende liberar até 35% das contas ativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), antecipada pelo jornal O Estado de S. Paulo, já causou mal-estar no setor da construção civil, o mais atingido pela crise.

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Os recursos do FGTS são hoje usados para financiar programas de habitação, como o Minha Casa Minha Vida, além de obras de saneamento e infraestrutura, com juros menores do que o mercado.

“É natural, cada um luta pelo seu espaço”, afirmou Bolsonaro. Sem explicar exatamente ao que se referia, ele disse que “está mantido o mesmo porcentual”. “Está mantido o mesmo porcentual, os empresários tiveram lá fora com a equipe econômica, que eu convidei para vir ao Palácio e saíram satisfeitos. E vai ser mantido o programa do FGTS”, disse.

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