Bolsonaro não assina auxílio emergencial de R$ 600 nesta terça-feira

Atualizado

O presidente Jair Bolsonaro não assinou o decreto que prevê o pagamento do “coronavoucher”, auxílio emergencial no valor de R$ 600 aprovado pelo Senado nesta segunda-feira (30).

Presidente disse que sancionará decreto do coronavoucher “o mais rápido possível” – Foto: Pixabay/Divulgação/ND

Cobrado por apoiadores sobre o auxílio, ao chegar no início da noite desta terça (31) no Palácio da Alvorada, o presidente disse “que vai sancionar o mais rápido possível”, mas não estabeleceu uma data para o decreto ser assinado.

“Estamos correndo atrás porque tem vetos que precisam ser justificados. Não é só botar o X, não”, disse ele, destacando a liberação para assinatura dependia de Paulo Guedes, ministro da Economia.

Mandetta fica

Bolsonaro também amenizou o clima de tensão vivido nos últimos dias com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Ao ser questionado se o chefe da pasta da Saúde fica no cargo, respondeu: “Comigo ninguém vai viver sob tensão, está bem o Mandetta”, afirmou.

Nos últimos dias, o próprio presidente tem descumprido recomendações da OMS (Organização Mundial de Saúde) e do Ministério da Saúde, incentivando a população a deixar o isolamento e os lojistas a abrirem os comércios. Isso tem provocado atrito entre o presidente e Mandetta.

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A reportagem questionou Bolsonaro sobre a postagem do diretor da OMS no Twitter, defendendo o isolamento. Na manhã desta terça (31), o presidente distorceu uma fala do diretor para levar seus apoiadores a acreditarem que a Organização quer que a população volte ao trabalho.

“Ele falou ontem. Falou está falado. Ele deu azar, foi gravado”, afirmou Bolsonaro, às gargalhadas.

Sem reajuste nos remédios

Bolsonaro chegou ao Alvorada depois de deixar o Planalto e gravar, segundo ele, seis minutos de pronunciamento oficial que deve ir ao ar na TV ainda na noite desta terça. O presidente não quis dar detalhes da mensagem que vai passar em rede nacional.

Ele comentou, porém, que conseguiu negociar com a indústria farmacêutica um atraso de dois meses no reajuste de medicamentos. “Conversamos com toda indústria farmacêutica. Seria reajustado amanhã [quarta] em torno de 4%.”

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