Bombeiros acreditam que clarão no céu do litoral catarinense seja fragmento de meteoro

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Ao que tudo indica, o clarão visto por muitos moradores no final da tarde de domingo (25) no céu do litoral catarinense trata-se de um fenômeno astronômico. O Corpo de Bombeiros de Florianópolis levantou três suspeitas, sinalizador, descarga atmosférica ou fragmentos de meteoro, sendo a terceira a mais provável.

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Praia do Campeche, no Sul da Ilha – Flávio Tin/ND

Na manhã desta segunda-feira (25), o helicóptero Arcanjo realizou voo de buscas no mar na capital a procura de destroços desta suposta explosão. As buscas foram intensificadas ao leste da Ilha do Campeche e da Ilha do Xavier. No entanto, nenhum indício de destroços foi localizado.

A Capitania dos Portos também não recebeu nenhum chamado sobre naufrágio de embarcação – quando tripulantes poderiam ter disparado sinal luminoso para alerta. Por isso, essa possibilidade já está foi descartada.

Segundo o Coronel Cesar de Assunção Nunes, comandante da 1ª Região do Corpo de Bombeiros de Florianópolis, essa intensidade de luz foi vista desde Passo de Torres, no extremo sul do Estado.

“Isso pressupõe três hipóteses, a primeira é a utilização de um sinalizador de forma indevida, mas isso é muito difícil de apurar. A segunda é uma descarga atmosférica a ser analisado com imagens de satélites, até porque temos dois fenômenos em formação, um ciclone na região do Uruguai e outro no litoral do Espírito Santo. E a terceira, e talvez a mais possível, é a entrada na atmosfera de pequenos fragmentos de meteoro, o que é bastante comum, e que possa ter produzido essa luminosidade em todo o litoral catarinense”, informou o comandante ao SC no Ar, da RIC TV.

O professor Marcelo Girardi Schappo, coordenador do projeto de Observações Astronômicas do IFSC, também acredita nesta hipótese: “provavelmente, pelos vídeos que eu vi, é um bólido ou ‘bola de fogo’. É um meteoro mais intenso, causado por um fragmento maior. Por isso essa bola mais intensa”, explicou.

“O espaço fora do nosso planeta não é vazio, mas repleto de pequenos fragmentos de rocha que tem uma órbita e acabam vagando por aí. Eventualmente esses fragmentos vão entrar na nossa atmosfera, e quando isso acontece, eles vêm em alta velocidade, dezenas de km/s e a interação com o ar incinera esses fragmentos que a gente vê na atmosfera. Não é um fenômeno raro nem perigoso”, informou o professor.

O ND conversou com um jovem que afirma ter presenciado o fenômeno. Victor Gaspodini, 20 anos, disse que pretendia entrar no mar por volta de 18h30 quando olhou para o céu e viu uma bola de fogo. A imagem sumiu após supostamente cair no mar.

Ele não viu nenhuma explosão, mas ouviu um barulho semelhante ao de uma aeronave. O jovem também afirmou que não estava chovendo naquele momento.

“Fiquei impressionado com o que vi. Olhei na minha volta para ver se mais alguém tinha presenciado aquilo. Um casal que estava próximo confirmou”, contou o jovem.

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