Brasil entra em alerta para vírus que infectou mais de 200 pessoas na China

Atualizado

O Ministério da Saúde publicou um comunicado neste mês às vigilâncias sanitárias de portos e aeroportos brasileiros para que reforcem os cuidados e orientações aos viajantes por causa de um vírus misterioso que tem causado pneumonia em moradores de uma cidade da China. Mais de 200 pessoas estariam infectadas, de acordo com fontes do país.

Novo vírus já contaminou mais de 200 pessoas – Foto: Reprodução/ND

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Já há casos confirmados em Pequim. Além disso, a terceira morte causada pela pneumonia foi registrada, na cidade de Wuhan, epicentro da infecção.

Nos últimos dias, Tailândia e Japão notificaram dois casos da doença, ambos de pessoas que estiveram na cidade chinesa de Wuhan, onde o vírus foi notificado pela primeira vez. A situação é monitorada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que ainda não tem informações sobre a origem do vírus nem sobre as formas de transmissão.

Mesmo com poucas informações, o Ministério da Saúde brasileiro, na semana passada, enviou comunicado às representações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em portos e aeroportos para que viajantes sejam orientados a tomar medidas de precauções em viagens ao exterior, especialmente às regiões com casos confirmados.

Entre as medidas, estão ações como lavar as mãos, evitar locais com grandes aglomerações e ficar atento a sintomas como febre, dores no corpo e problemas respiratórios.

Entre os recém-infectados, 70 são mulheres e 66 homens, com idades entre 25 e 89 anos, e todos apresentaram os sintomas descritos para a pneumonia de Wuhan: febre e fadiga, acompanhados de tosse seca e, em muitos casos, de dispneia (dificuldade em respirar).

Outros países em alerta

O surto colocou outros países em alerta, já que milhões de chineses viajam nos feriados do ano-novo lunar. Tailândia e Japão já identificaram pelo menos três casos, todos envolvendo viagens recentes da China, vindos da cidade de Wuhan.

A Coreia do Sul informou nesta segunda-feira, 20, seu primeiro caso, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (KCDC) do país. A paciente é uma chinesa de 35 anos que voou de Wuhan para o aeroporto internacional de Incheon no domingo. Ela foi isolada ao entrar no país devido a sintomas como febre alta, informou o KCDC em comunicado.

Pelo menos meia dúzia de países da Ásia e três aeroportos dos Estados Unidos começaram a rastrear passageiros de companhias aéreas da China central. Muitos dos casos iniciais tinham conexões com um mercado de frutos do mar em Wuhan, que foi fechado para uma investigação.

Autoridades acreditam em controle da epidemia

Li Gang, diretor e médico chefe do Centro de Controle e Prevenção de Doenças de Wuhan, disse à emissora estatal CCTV que “a infecciosidade do novo coronavírus não é forte”. O médico refere-se à rapidez com que o vírus pode se espalhar entre os indivíduos.

Isso “não descarta a possibilidade de transmissão limitada de homem para homem, mas o risco de transmissão contínua é baixo”, disse Li. “Com a implementação de nossas várias medidas de prevenção e controle, a epidemia pode ser evitada e controlada”.

O governo chinês deseja evitar a repetição da SARS, ou síndrome respiratória aguda grave, causada por outro coronavírus, que começou no sul da China no final de 2002 e se espalhou para mais de duas dezenas de países, matando quase 800 pessoas.

No dia 14 passado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que medidas de prevenção foram implementadas em hospitais de todo o mundo diante desse novo surto. Segundo a OMS, os laboratórios chineses já sequenciaram o genoma do coronavírus e forneceram esses dados à comunidade de saúde global para ajudar a diagnosticar possíveis casos fora do país. (Com agências internacionais).

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