Brigas e confusões na faixa de areia geram apreensão em Canasvieiras

Brigas envolvendo ambulantes e supostos traficantes, além de furtos a turistas, têm criado um clima de apreensão na praia de Canasvieiras, uma das mais procuradas durante a alta temporada. Imagens das ocorrências têm circulado pelas redes sociais, trazendo insegurança para quem trabalha na faixa de areia e estragando as férias de quem apenas quer curtir as águas calmas e quentes da praia do Norte da Ilha.

A primeira briga foi registrada na última sexta-feira (18) e assustou quem permaneceu até o final da tarde na extensa faixa de areia de Canasvieiras. Os guarda-vidas civis socorreram um dos envolvidos, que ficou ferido na cabeça, e acabaram ameaçados pelos traficantes. Os guarda vidas só deixaram o local sob escolta policial.  No sábado, o episódio se repetiu e acabou filmado em vídeo que circulou pelas redes sociais.

De acordo com informações apuradas junto aos comerciantes locais, a briga teria envolvido ambulantes irregulares e traficantes. As imagens mostram os brigões utilizando cadeiras de praia e até garrafas para cometer as agressões, para desespero de banhistas que chegaram a deixar a faixa de areia até que os ânimos fossem acalmados.  

Alguns comerciantes relataram que a PM (Polícia Militar) tem realizado rondas na faixa de areia, mas insuficiente para presenciar as brigas e os furtos cometidos na beira da praia. “Quando eles aparecem, os vagabundos saem. Quando eles saem, os vagabundos voltam”, afirma um garçom, que prefere não se identificar. Outro comerciante, que também não quer se identificar, reclama da demora da PM para chegar ao local quando acionada.

O final da tarde de segunda-feira (21) também foi marcado por uma briga ferindo uma mulher atingida por uma garrafa na cabeça. A Polícia Militar foi acionada, atendeu a ocorrência e registrou um boletim por vias de fato. O motivo da confusão não foi esclarecido uma vez que “os envolvidos se encontravam embriagados e falavam coisas desconexas”. O socorro médico foi acionado pelos PMs, mas como a demora foi de mais de 30 minutos, as vítimas se deslocaram por iniciativa própria para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Norte, para receber atendimento.

PM nega que brigas têm ocorrido diariamente

De acordo com a capitã PM Gabriela Bortolini, responsável pelo comando da 2ª Companhia, 80 PMs trabalham na região, que se estende da Praia do Moçambique até Canasvieiras, e não procede a informação de que as brigas têm ocorrido todos os dias.  “Não temos registros e estamos em contato direto com os representantes do Conseg e comerciantes, que não têm nos falado nada”, afirma Bortolini.

O policiamento ostensivo é realizado através de rondas com viaturas e quadriciclos na faixa de areia. A capitã também relata desconhecer a presença de traficantes na beira da praia e do suposto conflito com ambulantes irregulares. Sobre a demora no atendimento dos casos, alegada pelos comerciantes, Bortolini argumenta que a região é extensa e que o trânsito congestionado na temporada também contribui para a alegação.

O presidente do Conseg (Conselho de Segurança) de Canasvieiras, Luiz Carlos da Veiga Paes também estranhou os relatos sobre as ocorrências sobre violência, pois também não recebeu informações nos grupos de mensagem que tem a participação de comerciantes e outras lideranças. “Temos contato direto com a Polícia Militar e temos solicitado atenção deles junto ao comércio irregular e a questão do trânsito”, completa.

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