Cadê a fiscalização vereadores?

Com razão, vereadores vivem dizendo aos munícipes que não têm a caneta na mão. Lembram que o Executivo é uma coisa diferente do Legislativo. A eles, vereadores, cabe principalmente a “fiscalização” da administração municipal. Pois bem, se é assim, por que então tanta hesitação quando o assunto são as irregularidades que costumeiramente estão sendo apresentadas contra as funerárias em Joinville? A esperada CPI das Funerárias ainda não foi viabilizada, num flagrante descaso. Embora uma funerária já tenha sido até fechada por falta de alvará e outras estejam igualmente com documentação questionável, a Câmara está perigosamente passiva diante do caso.
 

CVJ/Divulgação/ND

Cabos eleitorais
Absurdo a falta de compostura da Câmara de Vereadores em pedir mais prazo para o Ministério Público para cumprir o que havia sido acertado na confecção do TAC (Termo de Ajustamento de Conduta). Vereadores, certamente incentivados pelos que são candidatos a deputado, esperam contar com o mesmo número de auxiliares em época de eleições. A artimanha está clara. Que não seja concedida a mordomia ao Legislativo. São quatro assessores que precisam ser exonerados por vereador para a contratação de concursados. Positivamente, o forte desta Legislatura não é o que determinam os prazos legais. Recentemente, apesar de constatar irregularidades, nada pode fazer com o resultado da CPI do Esgoto (também apelidada de CPI dos Buracos), pois os prazos já haviam se esgotados.

Coragem
Elogiável, sob todos os pontos de vista, o editorial do Grupo RIC apresentado na edição de ontem do Notícias do Dia sob o título “A morte do futebol”. Mais do que as críticas à seleção, ao jogo do catastrófico 7 x 1, ao treinador que escalou mal, a qualquer viés político-administrativo do país que se queira empreender para explicar tamanha aberração à nossa história futebolística, trata-se de um documento sério e necessário neste momento. Que suas linhas bem traçadas sejam um norte para nosso futebol como um exemplo até para o esporte em geral no país. Não há o que se esperar. Tem que se fazer. A hora é essa. Não se pode mais esperar acontecer.
 

 
EM ALTA
Acij. Com novo presidente, a Associação Empresarial de Joinville acerta na campanha do voto. A proximidade com a vida político-administrativa por parte da entidade tinha que ser mais forte e instantânea.

EM BAIXA
Sub-prefeitura Leste. A má-condução do processo no caso das mudanças de trânsito na região do Iririú evidencia o tom amador de como a mesma toca funções importantes pra sociedade joinvilense.
 
 

Novo porto 1
São Francisco do Sul está prestes a ganhar seu segundo porto. Desta vez, um terminal privado. Com vocação para carga açucareira, será graneleiro e, mesmo antes de se iniciar a construção, já tem movimentação praticamente esgotada até a próxima década. A licença ambiental deverá ser solicitada dentro de no máximo um mês e o prazo para a construção está estimado em aproximadamente dois anos. Terminal privado estará localizado no bairro Laranjeiras, próximo ao atracadouro da balsa que liga a ilha Babitonga a Vila da Glória.
 
Novo porto 2
Empresário que idealizou o projeto e já trabalha no mesmo há anos é Alexandre Fernandes, que participou dos dois últimos governos estaduais fazendo parte do primeiro escalão. Se afastou da vida pública justamente para se dedicar ao porto. Tem como sócio, entre outros, grande empresário dos Emirados Árabes, cuja vocação é a indústria do açúcar. Geração de emprego e renda, bem como o fato de se tratar do “melhor e mais moderno porto graneleiro do mundo” faz com que o investimento seja aguardado com grande expectativa em São Francisco do Sul.

Novo porto 3
O nome do porto será TGB, abreviatura para Terminal Graneleiro Babitonga. Entre empregos diretos e indiretos, terá aproximadamente 350 vagas. O investimento na realização do projeto é de R$ 500 milhões. Alexandre Fernandes não precisou arcar com os custos da compra do terreno na baía Babitonga. É que a família dispunha de imensa área no local.

DIRETAS

– Promover um desenvolvimento maior e sustentável é o objetivo da equipe que compõe a unidade do Senia (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) de Araquai, que foi inaugurada nesta quinta (10).

– Milena Amaral, da RICTV Record  Joinville e da Rádio Cultura, ganhou nota 9,1 no projeto experimental do curso de jornalismo do Ielusc. Parabéns! Tema foi “Terminal Central”.

– Mais recente pesquisa do Ibope em Joinville ratificou liderança para a RICTV Record, num dos mais disputados horários de TV na cidade (quando produção local concorre com produção local). O “Jornal do Meio Dia” é o primeiro colocado.

– “A Espuma dos Dias”, de Michel Gondry, é o primeiro dos filmes alternativos que terão sessões gratuitas de exibição no Clube de Cinema do Shopping Mueller. As sessões acontecem sempre a partir das 19h no Auditório do Mueller (entrada pelo estacionamento do primeiro piso).

– Dia 17 vai acontecer no Capitão Space o lançamento do livro da joinvilense Gláucia Schatzmann, “O Faraó e as Plumas de Maat”.

– Semana terá grande inauguração em Joinville. Na quinta, dia 17, abre o novo supermercado Giassi, com entrada pela rua Ignácio Bastos, delimitado pelas ruas São Paulo e Padre Kolb. Zona Sul de Joinville é a mais beneficiada.

– Outra inauguração de peso na cidade virá depois. No fim do mês, Bibi Ferreira abrilhantará noite de abertura do teatro do Elias Moreira. Casa de espetáculo é o sonho de seu diretor, professor Félix Negherbon.

– Eli Diniz, presidente do Instituto Festival de Dança, brinca quando lhe questionam sobre o evento deste ano: “É como a Copa. Muitos diziam que não teria, mas acontece sim, e bonita”.