Caetano Veloso lamenta a morte de Moa do Katendê

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O músico Caetano Veloso se pronunciou nas redes sociais nesta segunda (8) a respeito da morte de Romualdo Rosário da Costa, o Moa do Katendê.

“Moa do Catendê, a quem devo a revelação que foi ver e ouvir o grupo de pessoas na rua cantando ‘Misteriosamente o Badauê surgiu’, foi morto a facadas por ter dito que votara em Haddad”, escreveu Caetano.

O impacto que teve o bloco afro para o compositor baiano está registrado em duas canções do álbum “Cinema Transcendental”, de 1979. No disco, Caetano gravou “Beleza Pura”, que fala de um “moço lindo do Badauê”, e também a faixa que leva o nome do grupo.

Dois anos depois, no álbum “Outras Palavras”, ele voltaria a falar do bloco afro em “Sim/Não”, em que diz: “No Badauê (Badauê)/Os orixás nos saudaram com o sim”.

O músico disse ter se deparado com a notícia ao acessar sua conta de email.

“Moa era meu amigo e foi uma das figuras centrais na história do crescimento dos blocos afro de Salvador. Estou de luto por ele. Não olho redes sociais. Abri o Yahoo! pra chegar ao email e vi a foto de Moa, sorrindo, o que me fez parar, meio alegre de vê-lo, e ter a terrível notícia que contei aqui resumidamente.”

Caetano fechou sua mensagem dizendo que “Moa vive na história real da cidade e deste país”.

O mestre de capoeira e fundador do bloco afro Badauê tinha 63 anos e morreu nesta madrugada após levar 12 facadas de um apoiador de Jair Bolsonaro (PSL), com quem teve uma discussão num bar de Salvador.

Preso ao tentar fugir, o suspeito do crime, Paulo Sérgio Ferreira de Santana, confessou o assassinato em depoimento à polícia.

Santana, que foi detido no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, se declarou arrependido. Ele disse que estava bebendo desde cedo e que se sentiu ofendido pela vítima, que o teria xingado na discussão sobre a eleição.

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