Caixa de máscara de proteção sobe de R$ 4,40 para R$ 165

Atualizado

Uma empresa do Rio de Janeiro foi notificada pelo Procon Carioca por elevar o preço da caixa com 50 máscaras de proteção de R$ 4,40 para R$ 165. O produto é vendido para hospitais e teve um aumento de 3.650% no preço de comercialização.

Máscaras estavam sendo vendidas com preço abusivo no Rio de Janeiro – Foto: Alfândega da Receita Federal do Brasil em São Francisco do Sul/Divulgação/ND

A empresa Supermed tem prazo de dez dias para apresentar defesa, com as notas fiscais de compra do fornecedor e de venda ao consumidor.

De acordo com a subsecretária do Procon Carioca, Silvânia Parente, há fortes indícios de ter sido praticado preço abusivo sobre o valor vigente antes da pandemia de coronavírus. Caso isso seja confirmado, a Supermed estará sujeita ao pagamento de multa que varia entre R$ 700 e R$ 10 milhões, dependendo do porte econômico da empresa. “Os indícios são fortes, mas nós precisamos realmente pegar dessa empresa as notas de antes e durante a pandemia”.

Denúncias

As fiscalizações do Procon Carioca atendem denúncias de consumidores recebidas pelo número 1746, pelas redes sociais e pelos canais de atendimento do órgão da prefeitura do Rio de Janeiro.

Segundo Silvânia, foram recebidas mais de mil denúncias desde a última semana, referentes a preços abusivos cobrados pelos estabelecimentos e ligados ao coronavírus. A subsecretária lamentou, porém, que somente 5% das denúncias conseguiram identificar as empresas que, supostamente, estariam cobrando preços abusivos, porque as informações não são completas.

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“O consumidor tem que especificar o estabelecimento, o endereço e qual produto teve o preço majorado de forma abusiva. Se ele puder nos ajudar mostrando indícios de que realmente está acontecendo preço abusivo, para nós é melhor ainda”, disse.

Para se proteger, o consumidor deve entrar em contato com o Procon Carioca e fazer sua denúncia. O órgão vai fiscalizar e notificar a empresa. Silvânia Parente disse que muitos estabelecimentos “se aproveitam desse momento de crise, de pandemia, para tirar algum proveito em relação a isso, em vez de ajudar”.

Segundo a subsecretária, já foram notificados 17 estabelecimentos desde a última semana, que terão de entregar as notas ao órgão para confirmação ou não da prática de preço abusivo.

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