Cambura segue correndo atrás

Com muita disposição, Camboriú perde chances e tem problemas com arbitragem no sábado; Brusque empata fora e no Marcílio tem sub-20 em campo e um ex-presidente de olho no vizinho...

CORRENDO ATRÁS

Mais uma vez, o Camboriú termina uma rodada do Campeonato Estadual sem vencer. Desta vez, o time de Agenor Piccinin empatou em casa com o Joinville em 3 a 3 em um sábado chuvoso no Estádio Robertão. Apesar das dificuldades causadas pela chuva, a partida se apresentou franca para os ataques, tanto que o número de gols foi bem alto.

E poderia ter sido bem mais.

Divulgação/JEC

CAMBURA – Mais um deslize em casa. Time segue sem vencer no Estadual.

Em pelo menos, três ocasiões, Brasão, o principal jogador do Camboriú, referência técnica e de liderança para o time perdeu na cara do gol, chances inacreditáveis, daquelas que você não consegue imaginar um jogador de tamanha experiência, perder.

Após o fim do jogo, em entrevista a rádio 89 FM de Joinville, Brasão disse “que perdeu gols que um jogador da sua qualidade não pode perder”.

Ao menos, ele tem essa consciência.

E enquanto isso, o Camboriú raçudo, brioso, time que vai atrás do resultado, mas também desperdiçador de chances segue sem vencer. E o Catarinense avança para a sétima rodada.

Pode ficar tarde.

ATRAPALHOU

A arbitragem comandada pelo itajaiense Marcus de Souza foi fraca na noite chuvosa de Camboriú. Em dois lances cabais e contra o time de menor torcida, lógico – no caso, o Camboriú, a assistente Giseli Cazaril se perdeu e feio.

Logo no primeiro gol do JEC, a assistente que estava em frente, não viu o empurrão de Adriano em Thoni que somado a indecisão do lateral e do goleiro Rodrigo Rocha resultou no gol do time do Norte do Estado.

Matheus Nunes/RICTV

PRIMEIRO GOL – Do empurrão de Adriano nasceu o gol do JEC

Depois, Giseli com a complacência do titular do apito anulou o gol de Brasão que saiu dessa jogada que está na imagem.

Reprodução/TV

BRASÃO – O cara de branco estaria em impedimento para a assistente.

O Camboriú tem sérios problemas em campo, o time é limitado e tem tentado se superar, mas dessa vez, o apito poderia ter dado melhor sorte e não é nem questão de favorecimento – é questão de justiça, como tem que ser.

EM PALHOÇA

Debaixo da mesma chuva que depois veio parar no Litoral, o Brusque por pouco não venceu o Avaí no Renato Silveira, após um jogo movimentado e que também terminou em 3 a 3.

E olha que a torcida no Augusto Bauer andou pegando no pé no atacante Giancarlo que marcou duas vezes contra o Leão. O camisa 9 já anotou mais da metade dos gols do time no Estadual desse ano, não entendo a insatisfação de parte da torcida com o goleador.

Jamira Furlani/AFC

PELEIA – O clique retrata o duelo na Grande Florianópolis

Mas enfim, com moral, após esse resultado, o Brusque recebe o Guarani no Augusto Bauer na próxima quarta-feira, já quem sabe pensando em fortalecer o time para o returno.

Até porque está complicado tirar o turno da Chapecoense.

FALANDO EM BRUSQUE

Esse flagra tem sido comum nos jogos do Brusque no Augusto Bauer. Marlon Bendini, o ex-presidente do Marcílio Dias me disse que acompanhar o Brusque do amigo Mauro Ovelha virou opção já que em Itajaí não tem futebol.

Marcelo Nunes /RIC

MARLON – O folclórico ex-presidente marcilista, de olho no Brusque…

MARCÍLIO DIAS

Acompanhei na última quinta-feira, um jogo-treino entre o sub-20 do Marcílio Dias contra o time do CFA Nilinho Neves, uma escola de futebol de Curitiba. Sinceramente por se tratar de uma equipe de base de clube contra um time de escola de futebol, esperava um resultado mais elástico do que o magro 1 a 0 conquistado pelo Marinheiro com um gol do atacante Elivelton.

Andre Lourenço/CNMD

MARINHEIRO – Grupo sub-20 começa disputa da Copa SC no fim de março

 Vamos ser justos com os garotos, jogar futebol em plena tarde de uma semana que registrou mais de 30 graus de temperatura é uma tarefa bem complicada. O time tem pouco mais de um mês de preparação para a estreia na Copa SC Sub-20 no dia 27 de março contra o Operário de Mafra no Estádio Dr.Hercílio Luz.

A impressão não foi das melhores, mas valeu pela presença do torcedor que em plena quinta-feira foi ao Gigantão torcer.

E tem gente que diz que Itajaí não quer mais futebol.

FECHADA

Circula na internet, um vídeo que mostra a Antiga Academia de Artes Marciais do Marcílio Dias fechada. Cena triste. Afinal de contas, ali funcionava e muito bem um projeto comandado pelo professor de artes marciais Airlon Jaques que atendia mais de 300 crianças e jovens, além de movimentar o Hercílio Luz que volta e meia vive com o futebol parado por razões que todos sabemos.

Na época, a promessa da então diretoria do Marcílio era movimentar o espaço, reformar e oferecer atividades aos associados do clube.

Balela!

Nem aquela diretoria nem essa diretoria se mobilizam para oferecer qualquer opção além do futebol ao torcedor, ao associado e a cidade. Um projeto social, aquilo que deixe um legado, que cumpra uma função social para um clube de quase 100 anos.

E infelizmente, assim a coisa vai ficando.

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