Câmeras e sensores instalados nas pontes garantem segurança e informações para o trânsito

Câmeras e sensores auxiliam prefeitura de Florianópolis e órgãos de segurança. Foto: Flavio Tin/ND

Ninguém mais passa despercebido ao entrar ou sair da Ilha de Santa Catarina. Câmeras e sensores estão instalados na entrada e na saída das pontes Pedro Ivo Campos e Colombo Machado Salles, com objetivo de garantir segurança e organização para o trânsito da Capital. É a tecnologia à serviço da Prefeitura de Florianópolis e de órgãos de segurança, como Polícia Militar e Guarda Municipal.

Instalados nas cabeceiras das pontes, os sensores estão em funcionamento desde o mês de junho para realizar a contagem de veículos que trafegam pelas pontes. Em média, 89 mil veículos entram na Ilha todos os dias, mas o maior pico de movimento registrado pelos equipamentos apontou a passagem de 106 mil veículos no último dia 26 de junho.

De acordo com o secretário municipal de Transportes e Mobilidade, Michel Mitmann, o equipamento possibilita uma contagem de veículos em tempo real, mais eficiente e mais barata do que se fosse feito por um pesquisador. “Eu consigo ter um espectro do volume de veículo que trafegam por cada faixa”, ressalta.

Mittmann destaca ainda que o trabalho executado pelos sensores está dentro do conceito de Living Lab, iniciativa da Rede de Inovação de Florianópolis que busca soluções tecnológicas para a cidade. O conceito permite que empresas de tecnologia selecionadas implantem produtos com o objetivo de testá-las e validá-las, como um laboratório, junto aos potenciais clientes e usuários.

Os sensores das pontes foram instalados por uma empresa do Espírito Santo e funcionam com uma bateria que tem duração de cinco anos. O valor de cada aparelho é R$ 650. Se der certo, a prefeitura pretende licitar o serviço e instalar em outros pontos da cidade.  “Os sensores possibilitam uma pesquisa com um refinamento de dados para que possamos estruturar melhor o trânsito da cidade”, salienta.

Uma das situações que já foi possível verificar é o direcionamento dos veículos após a entrada na Ilha. “Imaginávamos que os veículos fossem mais em direção à avenida Beira Mar Norte do que para o Túnel Antonieta Barros (Sul da Ilha), mas o movimento é quase igual”, relata Mittmann. A informação, por exemplo, serve para avaliar a necessidade de reconfiguração da alça de saída da ponte com uma terceira faixa.

Os sensores estão em fase de testes, mas a secretaria municipal de Transportes e Mobilidade estuda a possibilidade de implantação do equipamento nas principais vias da cidade para obtenção de dados que possam ajudar na mobilidade da cidade.  “Isso pode oferecer uma amostragem do trânsito global, fundamental para o planejamento do plano de mobilidade”, completa Mittmann.

Apesar da placa, câmera não atua como fiscalizador de velocidade, o chamado pardal. Foto: Flavio Tin/ND

Câmeras buscam veículos roubados

As câmeras posicionadas logo na entrada das pontes Pedro Ivo Campos e Colombo Machado Salles tem como principal objetivo identificar placas de veículos suspeitos, que tenham sido furtados, roubados ou utilizados para ações criminosas. Os equipamentos fazem parte do sistema de vídeo monitoramento da Polícia Militar, operado dentro de uma sala do 4ª Batalhão de PM, no Centro da Capital.

Apesar das placas de sinalização que informam a existência de fiscalização eletrônica nas pontes com velocidade máxima de 80 quilômetros, as câmeras não funcionam como pardais, como são conhecidos os equipamentos que fiscalizam a velocidade.  “As placas são necessárias porque  também realizamos operações no local com radares móveis e a sinalização é exigência da legislação”, explica o coronel João Mario Martins, comandante PM da 1ª Região.

Ainda em fase de implantação, as câmeras são consideradas importantes aliados no combate à criminalidade. “Ao identificar veículos roubados acessando a Ilha, as câmeras facilitam a apreensão e identificação dos responsáveis. Não podemos mais depender apenas do olho humano”, avalia.

Diante do trabalho executado pelo sistema de vídeo monitoramento, Martins já pleiteia junto a Prefeitura de Florianópolis um percentual maior de recursos oriundos da arrecadação com a fiscalização do trânsito na cidade para manutenção dos equipamentos, que custam R$ 62 mil por mês.  “Atualmente, a prefeitura fica com 70% dos recursos, e a PM com apenas 15%, porém somos responsáveis por 60% das notificações de trânsito”, justifica Martins.

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