Caminhoneiro é morto por manifestantes no interior de Rondônia

Caminhoneiro foi atacado com pedras - Reprodução/ND
Caminhoneiro foi atacado com pedras – Reprodução/ND

IGOR GIELOW

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um caminhoneiro foi morto na tarde desta quarta (30) em Vinhena, no interior de Rondônia. Ele foi atacado com pedras por manifestantes favoráveis à paralisação da categoria na saída de um posto no quilômetro 8 da rodovia BR-364.

É a primeira morte registrada no movimento, que chegou ao seu décimo dia. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, uma equipe está no local para apurar as circunstâncias da morte. A Polícia Federal no Estado foi acionada também.

Além disso, o Exército também foi avisado do incidente, para coordenar uma ação mais efetiva visando encerrar os bloqueios violentos. A área de inteligência das Forças Armadas considera que há leniência por parte de policiais militares agindo no estado. A reportagem não conseguiu contato com a PM local.

Nos últimos dias, mesmo com o arrefecimento do movimento dos caminhoneiros, há diversos relatos de intimidação e ameaça do uso de violência contra quem não quer mais participar da paralisação.

Isso se dá principalmente em regiões do interior, com apoio de população local e produtores agrícolas. Ainda não há clareza sobre quem participava do bloqueio no posto de combustível em Vilhena, cidade próxima à fronteira de Rondônia com o Mato Grosso.

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Caminhoneiro é morto por manifestantes no interior de Rondônia

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IGOR GIELOW

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um caminhoneiro foi morto na tarde desta quarta (30) em Vilhena, no interior de Rondônia. Ele foi atacado, segundo o relato da Polícia Rodoviária Federal, com uma pedrada que o atingiu na cabeça por manifestantes favoráveis à paralisação da categoria perto de um posto no quilômetro 8 da rodovia BR-364.

José Batistella, 70, chegou a ser socorrido pelos bombeiros da cidade, mas não resistiu. É a primeira morte violenta registrada no movimento, que chegou ao seu décimo dia.

Antes dois caminhoneiros que participavam de bloqueios sofreram infartos e morreram, em Tocantins e na Bahia. Em São Paulo, um terceiro manifestante teve um princípio de ataque cardíaco, mas sobreviveu.

A Polícia Federal no Estado foi acionada para investigar o caso e prendeu um suspeito, conforme informou em Brasília o ministro Raul Jungmann (Segurança). Não se sabe se quem atirou a pedra foi uma pessoa infiltrada numa manifestação concentrada à beira da rodovia ou integrantes do movimento. Não há bloqueios naquele ponto da BR-364, apenas pontos de protesto.

Além disso, o Exército também foi avisado do incidente, para coordenar uma ação mais efetiva visando encerrar atos que possam descambar em violência. A área de inteligência das Forças Armadas considera que há leniência por parte de policiais militares agindo no estado. A reportagem não conseguiu contato com a PM local para comentar o assunto.

Nos últimos dias, mesmo com o arrefecimento do movimento dos caminhoneiros, há diversos relatos de intimidação e ameaça do uso de violência contra quem não quer mais participar da paralisação. O governo federal abriu um canal para a denúncia de abusos.

Isso se dá principalmente em regiões do interior, com apoio de população local e produtores agrícolas. Vilhena, que fica na fronteira de Rondônia com Mato Grosso, é ponto de escoamento de gado.

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