Candidato ao governo, Camasão (PSOL) defende criação de secretaria exclusiva para cultura

Leonel Camasão (PSOL) passou pelos estúdios da RICTV Record na noite desta sexta-feira (14) e foi entrevistado pelo jornalista Paulo Alceu como parte da rodada de entrevistas com os candidatos ao governo de Santa Catarina. Camasão foi questionado sobre assuntos como desemprego, cultura, educação e desoneração fiscal.

Leonel Camasão é candidato ao governo de Santa Catarina pelo PSOL - Flávio Tin/ND
Leonel Camasão é candidato ao governo de Santa Catarina pelo PSOL – Flávio Tin/ND

Para o candidato do PSOL, a primeira ação para diminuir os índices de desemprego no Estado envolve a criação de um plano de investimentos públicos. “O governo pode ser um indutor do crescimento e direcionar o desenvolvimento econômica e geração de emprego e renda”, afirmou. Para isso, o pacote de obras de infraestrutura envolve a manutenção de rodovias e de obras paradas.

A cultura também foi tratada na entrevista. Camasão destacou a importância de “reestruturar a cultura do Estado”, um setor que descreve como “absolutamente esquecido”. Ele declarou a intenção de abrir uma secretaria exclusiva para cultura, o que poderá permitir a captação de recursos do Ministério da Cultura que atualmente não chegam ao território catarinense. “Podemos fazer de Santa Catarina um polo cinematográfico e de produção audiovisual. Isso vai gerar emprego e renda, além do desenvolvimento humano e o fortalecimento da nossa identidade cultural”, garantiu.

Quanto à educação, Camasão criticou o fechamento de escolas estaduais e a falta de estímulo para que professores se especializem. Para ele, uma boa referência para o Estado são os institutos federais de educação e as escolas técnicas. “É um bom modelo, que deu certo na rede federal. Queremos ter essa proposta para dialogar com professores e sindicatos da educação”, disse. Além disso, reforçou a intenção de realizar mais concursos públicos e efetivar professores temporários.

Outro tema abordado na sabatina foi o funcionamento de pedágios, que o candidato do PSOL não acredita ser a solução para os catarinenses neste momento. “O que precisamos é que os mais ricos, os grandes empresários e as multinacionais colaborem mais com a questão dos impostos”, afirmou. Camasão ainda se disse contra o modelo atual de renúncia fiscal, que acredita se tratar de um “modelo secreto”. “Vamos dar transparência às exonerações fiscais e diminuí-las”, completou.

“Precisamos enxugar a estrutura administrativa, mas ampliar os serviços básicos”, destacou. Questionado sobre a possibilidade de ter dificuldade em encontrar apoio na Alesc, Camasão afirmou que o “diálogo é a fonte de todas as soluções, independente da Assembleia Legislativa que teremos em 2019”. “Vamos dialogar com o Parlamento e fazer com transparência. Vamos parar com toma lá dá cá de dar secretaria para ganhar apoio”, disse. Para isso, pretende fortalecer os mecanismos de consulta popular.

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