Carlos Moisés fala em “tranquilidade” e nega participação na compra dos respiradores

O governador de Santa Catarina Carlos Moisés se defendeu das acusações e projeções que levam o seu nome, pela primeira vez, no inquérito que apura irregularidades na compra dos 200 respiradores junto a empresa Veigamed, do Rio de Janeiro.

Governador Carlos Moisés concede entrevista na Casa D’Agronômica – Foto: Cristiano Dalcin/ND

Em entrevista coletiva, no início da noite desta segunda-feira (22), o chefe do Executivo catarinense admitiu que tem “o maior interesse” nas investigações deflagradas pela Operação Oxigênio.

Ele também garantiu que não tem nada a ver com o processo que resultou na compra, de maneira antecipada, de 200 aparelhos.

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No início a Justiça liberou mais novidades no processo que apura essa compra e o governador Carlos Moisés, em mais de uma oportunidade, teve o seu nome citado em troca de mensagens envolvendo algumas partes.

Ainda de acordo com o entendimento da força-tarefa, o governador catarinense tinha ciência da aquisição dos aparelhos.

Também por isso e pela prerrogativa de foro privilegiado, o processo foi encaminhado, a pedido do Tribunal de Justiça, até o STJ (Superior Tribunal de Justiça) para que dê sequência as investigações.

Carlos Moisés criticou o “encaminhamento de mensagens que formam uma narrativa” e se disse absolutamente tranquilo sobre o que ele defende como não participação na compra.

“Acho muito estranho que uma mensagem encaminhada que fala em governador e não sabemos nem que governador é”, pontuou Moisés.

“Nenhum governador delibera compra, ele só dá o conceito. Sabia que precisávamos de respiradores, mas não tive envolvimento no processo de compra”, acrescentou.

Recuperação do dinheiro

Para o governador Moisés, em meio as suas justificativas, ele deu a entender que há uma espécie de “ciúme” pela sua administração que “entrega resultados”. “Contra fatos não há argumentos, temos entregado obras para os catarinenses”, acrescentou.

Carlos Moisés voltou a mencionar a fração do dinheiro que, segundo revelado, já foi recuperado – em torno de R$13 milhões – e que “não vai medir esforços” para que o restante do dinheiro seja reintegrado ao cofre de Santa Catarina.

Moisés chegou a falar na Interpol (Organização Internacional de Polícia Ciminal), que foi acionada para reincorporar o valor que já foi repassado ao mercado exterior para adquirir os equipamentos.

Lembrando que, dos 200 comprados, apenas 50 chegaram no terreno catarinense e, segundo avaliação, não servem para a luta contra a doença.

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