Caso Cátia Regina: “Sou inocente”, alega suspeita de envolvimento na morte de empresária

Atualizado

Magali dos Santos, uma das suspeitas de envolvimento na morte da empresária Cátia Regina Silva, prestou depoimento nesta terça-feira (10), em Araquari, no Norte do Estado. O marido dela, Fabricio Wolche, apontado como autor dos disparos, continua foragido.

Magali prestou depoimento nesta terça, em Araquari – Jonathan Rocha/RICTV

A justiça de Araquari concedeu a liberdade com uso de tornozeleira eletrônica para Magali, já que a suspeita está grávida de oito meses. A comerciante disse, em entrevista a equipe da RICTV, que é inocente das acusações.

“To aqui para provar a minha inocência e garantir que não tenho a nada ver com isso”, disse, alegando ainda estar com a “consciência tranquila”. Essa foi a primeira vez que a suspeita conversou com a Polícia Civil sobre o caso.

Suspeita nega que houve brigas

Uma das hipóteses levantada pela investigação, é que o crime tenha sido motivado por uma disputa comercial. Porém, Magali negou que tivesse algum tipo de rixa com a vítima.

“Nunca houve briga nenhuma, com o fim do inquérito minha inocência vai ser comprovada”, explica. Questionada sobre a arma encontrada no dia da prisão, a suspeita não quis comentar o assunto e encerrou a conversa.

De acordo com o advogado Odilon Amaral, a defesa ainda não teve acesso aos autos do processo. Ele afirma que tanto Magali, quanto o marido são inocentes e que “não há provas que comprovem o crime”.

Perguntado sobre o paradeiro de Fabrício, o advogado informou que ele só vai falar com a polícia após a finalização do inquérito. “A perícia vai comprovar que a arma encontrada não foi usada no crime”, conta.

Inquérito deve ser finalizado na próxima semana

De acordo com o delegado Thiago Escudeiro, responsável pelo caso, a previsão é que o inquérito seja concluído na próxima semana. Segundo ele, a polícia ainda aguarda o resultado de alguns laudos periciais e a realização do confronto balístico, para confirmar se a arma encontrada na casa dos suspeitos foi usada no crime.

Além disso, segundo Thiago, imagens de uma câmera de segurança confirmaram que o carro de Fabrício estava acompanhando o da vítima no dia do desaparecimento.

Um terceiro suspeito, que não teve a identidade revelada, segue preso na Unidade Prisional Avançada de São Francisco do Sul. Segundo informações da polícia, o homem teria participado de toda a execução do crime, desde a abordagem até o homicídio. De acordo com a investigação, o homem teria ido dias antes até a loja de Cátia e se passado por um fiscal da Receita Federal.

Cátia foi morta enquanto voltava de uma viagem, em Araquari – Redes Sociais

O Crime

Cátia Regina Silva foi assassinada enquanto voltava de uma viagem de negócios. O carro da vítima foi encontrado incendiado às margens da BR-280. Já o corpo da empresária foi localizado em um rio, na cidade de Araquari, com um tiro na cabeça e os braços amarrados, no dia 25 de julho.

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