Catarinenses que estão em Guiné-Bissau não têm previsão de volta para casa

Missionários. Dez catarinenses estão em Guiné-Bissau desde o dia 8

Divulgação

Eduardo Soares e outros nove membros da missão aguardam resposta do governo

A situação dos 10 missionários catarinenses retidos na África se agravou. Ontem, eles embarcariam para Lisboa, mas o voo foi cancelado. E não há previsão de volta para casa. O grupo está em Guiné-Bissau, costa Oeste da África, desde o dia 8, e na última quinta-feira tropas militares tomaram o poder com um golpe contra o governo civil de Raimundo Pereira e Carlos Gomes. Segundo o Itamaraty, outros 300 brasileiros estão naquele país. 

A agência aérea portuguesa TAP explicou para o grupo que “se sente insegura” para pousar no aeroporto guiné-bissauense diante da falta de comunicação com o governo vigente. O Exército proibiu os transportes marítimo e aéreo, com ameaças de represália se a ordem for subvertida. “Todo avião estrangeiro tem que pedir permissão para aterrissar”, contou Tatiane de Lima Soares, mulher de Eduardo, um dos membros da expedição.

Os deputados estaduais de Santa Catarina aprovaram, na manhã de ontem, um pedido para que o Ministério das Relações Exteriores tome medidas emergenciais para garantir o retorno dos oito moradores de São José e dois de Tubarão. O grupo está recebendo apoio do consulado brasileiro em Bissau.

Familiares e amigos dos evangélicos estão apreensivos. O clima está tenso no país africano. Desde domingo a população protesta contra o regime ditatorial, e muitas pessoas se feriram em conflitos. Tatiane disse que os integrantes da missão, que foram levar mantimentos para a população e pregar os ensinamentos bíblicos no país, estão ansiosos.“Eles estão cansados, longe dos filhos, perdendo trabalho, sem notícias. Estou louca para que meu marido diga: estou em Portugal!”, desabafou Tatiane.

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