CDL Florianópolis apoia ação da Guarda Municipal que prendeu senegalês no Centro

Atualizado

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Florianópolis divulgou uma nota na manhã desta segunda-feira (15) demonstrando apoio “incondicional” à ação da Guarda Municipal que prendeu um comerciante senegalês no final de semana. Para a entidade, a GMF agiu “no estrito cumprimento do dever legal de ordenar o espaço público e coibir ilegalidades”.

Guarda Municipal prendeu comercialnte senegalês no centro de Florianópolis – Reprodução

O imigrante foi detido com 11 bermudas na mochilha na Rua Álvaro de Carvalho na manhã de sábado, horário de bastante movimento no centro da cidade. Pelo menos duas viaturas e dez agentes estiveram envolvidos na ocorrência. As imagens mostram que os guardas usaram spray de pimenta para dispersar o povo e apontaram armas para a população.

A nota diz que a CDL cobra há anos do governo medidas que impeçam que as ruas de Florianópolis “continuem servindo de ambiente para a comercialização de mercadorias falsificadas, contrabandeadas e/ou de procedência incerta de toda a sorte, com riscos à saúde pública e à própria continuidade da atividade empresarial legalizada”, se manifestou a entidade.

Para a Câmara, o “flagelo do comércio ilegal ganha contornos de iminente perigo para o futuro sustentável de Florianópolis”, cidade que depende “quase que exclusivamente do setor de serviços”. A entidade diz que a Guarda Municipal está retomando a ordem nas vidas públicas da cidade.

“Paradoxalmente, porém, (a GMF) é vista como um suposto agente do arbítrio, síntese rasa do ‘coitadismo’ de que se valem uns e outros para alavancar pretensões absolutamente dissociadas do convívio democrático e pautado na legalidade. Nada mais insensato. Contra essas vozes do atraso, muito bem conhecidas, incentivamos vossa corporação a fazer o que sempre fez: aplicar a Lei tal como se encontra, por ser ela a verdadeira representação da vontade de um povo que respeita e se quer respeitar”.

Por fim, a entidade reforçou apoio “inabalável” às ações tomadas pela
Guarda e à continuidade dessas medidas, “em benefício da sociedade civil organizada”.

Senegalês foi solto no domingo

As imagens mostram que pelo menos três agentes tentavam colocar as algemas no homem, enquanto os demais tratavam de dispersar a população que questionou a ação. Ele teve a prisão em flagrante decretada pela autoridade policial pelos crimes de desacato, desobediência e resistência. Os guardas deixaram o local vaiados pela população.

Durante audiência de custódia, a juíza Cleni Serly Rauen Vieira, da Vara do Plantão Criminal, justificou que a prisão não é a medida mais indicada para a situação e determinou medidas cautelares como comparecimento mensal em juizado e não ausência da Comarca em período superior a oito dias.

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