Cerca impedirá acesso ao topo da cachoeira da Costa da Lagoa, em Florianópolis

Depois da morte de uma mulher no local no dia 19 de janeiro, o Estado pretende construir um alambrado ainda esta semana

Flávio Tin/ND

Cachoeira da Costa da Lagoa, onde pelo menos três pessoas morreram nos últimos três anos

O terreno de 25 mil m², localizado na Costa da Lagoa, onde fica a cachoeira de oito metros de altura na qual uma jovem morreu no dia 19 de janeiro, pode ser cedido pelo Estado ao município, para que sejam feitos investimentos em segurança e turismo. 

“Estivemos lá nesta segunda-feira, conversamos com a comunidade e queremos fazer uma parceria com a prefeitura para ceder ao município esse terreno. Dessa forma será possível que eles invistam no local para criar uma infraestrutura melhor”, disse o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues.

Ele informou também que já foi solicitado um orçamento para instalação de uma grade impedindo o acesso ao topo da cachoeira. Segundo Rodrigues, serão colocadas mais faixas de segurança impedindo o acesso ao local. “Vamos providenciar o isolamento do local, ainda nesta quarta-feira ou quinta-feira deve ser colocada a cerca”, garantiu o secretário.

A cessão do terreno foi proposta pela secretaria considerando que não há atividade agrícola no local, que é um ponto turístico e o turismo é da alçada do município. “É um processo demorado [de cessão], tem que passar pela votação da Assembleia, vai levar entre 60 e 90 dias para isso ser encaminhado”, explica o secretário.

Apesar da existência de placas de alerta do perigo, pelo menos três pessoas já morreram no local devido a quedas. No dia 19, Bruna Vergínia, 23 anos, morreu depois de cair do topo da cachoeira. O namorado, Matheus Mandelli, 29, permanece internado na UTI do Hospital Baía Sul desde o acidente. Segundo comunicado oficial do hospital, Matheus se recupera das cirurgias a que foi submetido em decorrência de fraturas múltiplas e está entubado e com ventilação mecânica. 

Entre os pedidos da comunidade está a construção de um heliporto próximo à cachoeira, para atendimento em caso de acidentes. O pedido foi encaminhado à prefeitura. Também foi definido que alunos da Escola Desdobrada Costa da Lagoa vão fazer placas de alerta, que serão fixadas no acesso ao topo de cachoeira.

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